http://twitter.com/alcirfmatos

domingo, 2 de maio de 2010

Uma mulher mal-encarada, antipática e muito, muito feia, entra nas Lojas Americanas com duas crianças..
O gerente da loja, querendo ser gentil, pergunta para a mulher:
- São gêmeos?
A mulher, fazendo uma careta que faz com que fique ainda mais feia diz:
- Não, paspalho! O mais velho tem 9 e o mais novo tem 7 anos. Por quê? Você, realmente, acha que eles são parecidos, seu idiota?
- Não..., diz o gerente: Eu só não pude acreditar que a senhora foi comida duas vezes!!
Hoje é domingo e esse domingo ainda ousa a ironia de ser de sol. É um domingo de sol. Eu queria que o céu se fechasse em nuvens escuras duma tempestade. Assim eu choraria com chuva. É mais fácil chorar com chuva. Meu sentimento muitas vezes é assim de chuva , molhado, pingado.. Sentimento chorado, lágrimas espessas sobre a natureza que me parece tão cruel desse mundo que não se lava , que nem chuva lava . Pois, se chovesse lá fora, eu olhando da janela, como definir esse meu sentimento senão como vindo do alto cume de mim, o meu céu, para bater, gotas grossas , no fundo de mim, o meu poço ? Eu me alago e entristeço. Eu quase me sufoco nesse sentimento pluvial. Ele me escorre dos cabelos molhados e se prega em minha roupa grudando-a no corpo, ele me abandona acocorada, encharcada e tremida na encruzilhada duma esquina sem abrigo.
Marilene Felinto

O muro Invisível

Quedamos, quedamos inúmeras vezes: sentinelas. Resignificamos, reconstruirmos, nos negamos negando os outros com ristes e desdém: Tijolos por tijolo, cimentos sem massa alicerces sem métrica Quadrantes e quimera no cadafalso que moveu nossa existência; fundo à morte. Invisivelmente, indivisivelmente pouco talvez virem girar o mundo que se escondeu por trás do muro de cada um de nós; Das representações, das sensações, das acusações entre: Tu e eu, tu e eu tu e eu/eu e tu eu e tu eu tu, eu: nós. Na tentativa de reunificação, nada menos atroz, as sandices, As premissas que o tempo revalida, enfim o que somos não seriamos: Antes, antes, antes/ontem, ontem, ontem/hoje, hoje: sós. Aproximamos de fato o que, a fragilidade cava e enamora feito ânima no tempo de envelhecer; morrer nada mais para ir além de nós: idiossincrasias, tautologias, apocalipses em desconstrução: fim dos tempos retorno à caverna, silêncio: Somente o tempo do adeus, na farta partida, negando ilusões, estórias malcriadas: cataclismos que a cisma insiste acender Idas e vindas, idas e vindas, idas e vindas/vem,vem vem, vão: vagando invisivelmente pra além de nós: Muros, nada além. Somente o álibi adormecido em nós. Senão ressentimento, amor de pólvoras e pitadas de fel em via crusis, se a liberdade for tosca. Dário Azevedo.
Resolvi todos os problemas da minha vida: Misturei Iogurte Activia com Johnnie Walker. Tô cagando e andando...

BraZil

Celso Amorim foi chamado por um órgão da grande imprensa norteamericana como “o melhor ministro de Relações Exteriores do mundo”. O que podemos certamente dizer que é o ministro de Relações Exteriores da melhor política externa que o Brasil já teve. Tudo o que o governo Lula mudou da herança recebida, foi bom, foi para melhor, a começar pela política externa subserviente – aquela de tirar o sapato no aeroporto do império, do Celso Lafer. FHC levava o Brasil pelo caminho em que está o México hoje: o do Tratado de Livre Comércio com os EUA, intensificando ainda mais o comércio exterior com aquele que se tornou o epicentro da crise econômica internacional. O México tem mais de 90% do seu comércio com os EUA, ao invés da diversificação que o Brasil implementou e que faz com que hoje a China seja nosso primeiro parceiro comercial e tenhamos uma diversificação do comércio com a Ásia, a África, a América Latina, a Europa e os EUA. Alckmin, em plena campanha eleitoral de 2006 saudava a vitória eleitoral (fraudulenta) do Calderón, no México, dizendo que esse era o caminho que deveríamos seguir. Isto é, os tucanos mantiveram essa orientação de ser aliados subservientes do império, cuja economia decadente leva a que a crise atual fizesse com que o México fosse de novo ao FMI – o que FHC fez três vezes no seu mandato. Na reunião em que os EUA apresentaram a Alca, Hugo Chavez foi o único presidente americano a votar contra. FHC fez belo discurso – segundo o próprio Chavez -, mas votou com os EUA. Não fosse a vitória de Lula e a virada da política externa, o Brasil e todo o continente estariam na situação penosa do México, pelas mãos dos tucanos. O Serra - que não foi convidado para o aniversario da Conceição, ligou e se auto convidou, chegou com flores, recebido com toda a frieza, ao contrário da Dilma, convidada de honra, recebida com aplausos, de pé – quis tirar banca de progressista, dizendo que estaria “mais à esquerda de Dilma”, porque ela não domaria o PMDB. (O problema é que ele não doma, nem quer domar, o PSDB.) Mas critica o Brasil em Honduras, no Irã, diz que vai tirar o país do Mercosul, só podendo colocar no lugar a relação privilegiada com os EUA, que os tucanos sempre tiveram e ainda pregam. Serra queria que tivéssemos a posição que teve o governo deles diante do golpe do Fujimori, de conivência e apoio? A política externa brasileira faz do nosso país um país soberano e isso é insuportável para as elites tradicionais que se acostumaram à subserviência com as potências do centro do capitalismo, que consideram ter relações diversificadas no mundo uma desobediência com as orientações do Império. Quando o antecessor dos tucanos no Ministério de Relações Exteriores do Brasil, Juracy Magalhães, afirmou “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” (sic), nenhum órgão da imprensa brasileira – esses mesmos que se transformaram em partidos do bloco tucano, diante da fraqueza dos partidos tradicionais da direita conforme confissão da executiva da FSP – divergiu, até aplaudiram. Não podem assim estar de acordo com uma política que afirma orgulhosamente nossa soberania inclusive diante do maior império da história da humanidade. Serra disse que disse, que não disse, que não teria dito, mas que disse que quer bombardear o Mercosul, reduzi-lo às suas mínimas proporções, que era a situação no governo FHC de que ele participou durante todos os dois mandatos. O que colocar no lugar? O livre comércio com os EUA, certamente, o caminho do Chile – que o Serra sempre tomou como exemplo -, do México, do Peru, da Colômbia, os países com futuro mais comprometido no continente. A política exterior do governo Lula promoveu a integração regional, privilegiou as alianças com o sul do mundo, diversificou nosso comércio exterior. Afirmou o nome do Brasil no mundo, em uma condição de prestígio e de respeito, como nunca tínhamos tido. O que é bom para os tucanos, não é bom para o Brasil. A política externa soberana é condição para a política interna democrática e popular. O Brasil decide este ano se quer consolidar nossa posição no mundo e aprofundar a construção de um país justo ou se voltam os subservientes ao Império.
Emir Sader

quinta-feira, 29 de abril de 2010

" A vida é curta. Quebre as regras, perdoe rápido, beije lentamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. Pode ser que a vida não seja a festa que esperávamos, mas já que estamos aqui, dancemos....!!!!"
SE A PROPOSTA É SER FELIZ
O SEJAMOS
NO MUNDO.
O que vem depois é depois...
Numa casinha simples de praia moravam o casal e seus três filhos. Um dia a mulher acordou, olhou pela janela e viu que a única vaquinha que eles tinham estava morta. A velha ficou desesperada. E agora? Como iam alimentar a família? A vaquinha era o único bem que tinham. Deprimida, a mulher se suicidou.
Quando o marido acordou e viu a mulher e a vaquinha mortas, não agüentou e teve um ataque cardíaco fulminante.
O filho mais velho acordou e viu a situação. Tomou uma decisão drástica: foi até o mar para se afogar. Quando chegou na beira dágua, deu de cara com uma sereia:
- Eu sei o que aconteceu com a sua família - disse a sereia. - Mas se você transar comigo cinco vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta.
O cara mandou ver. Mas broxou na quarta vez. A sereia ficou p. da vida e o matou afogado. Então o outro irmão acordou. Foi até o mar atrás do irmão mais velho e encontrou a sereia.
- Se você transar comigo sete vezes seguidas, eu trago todo mundo de volta - propôs a sereia.
O cara mandou ver, mas na sexta ele não agüentou e broxou. E a sereia o matou afogado.
Então foi a vez do caçula. Ele foi até a praia e encontrou a sereia.
- Se você me comer trinta vezes, eu trago todo mundo de volta - propôs a sereia.
- Trinta vezes? - o caçula pensou.
- E se você não agüentar e morrer que nem a vaquinha????
Serra saiu do armário em Minas e prometeu desmontar o legado de Lula. Disse o seguinte o candidato do conservadorismo nativo :
a] o PAC não existe –‘é uma lista de obras’-- logo, não será continuado;
b] todos os contratos federais assinados durante o governo Lula serão revistos, logo, vai paralisar o Estado e o país;
c] o Mercosul só atrapalha; logo, vai desmontar a política externa que mudou a inserção subordinada e dependente do país herdada de FHC;
d] criticou a Funasa atual, logo, vai repetir o que fez quando foi ministro da Saúde de FHC, entre 1998 a 2002.
E o que fez condensa em ponto pequeno o que promete agora repetir em escala amplificada, se for eleito.
Recuerdos pedagógicos:
I) Serra assumiu o ministério em 31 de março de 1998, em meio a uma epidemia de dengue; prometeu uma guerra das forças da saúde contra a doença;
II) iniciou então o desmonte que ameaça agora repetir;
III) primeiro, ignorou as linhas de ação e planos iniciados por seu antecessor, o médico Adib Jatene;
IV) em nome de uma descentralização atabalhoada, transferiu responsabilidades da FUNASA, Fundação Nacional de Saúde, o órgão executivo do ministério, para prefeituras despreparadas e sem sincronia na ação;
IV) em junho de 1999, Serra demitiu 5.792 agentes sanitários contratados pela FUNASA em regime temporário, acelerando o desmonte do órgão, em sintonia com a agenda do Estado mínimo;
V) um mês depois, em 1º de julho de 1999, o procurador da República Rogério Nascimento pediu à Justiça o adiamento da dispensa dos 5.792 mata-mosquitos até que as prefeituras pudessem treinar pessoal; pedido ignorado por Serra.
VI) Em 5 de agosto de 1999, num despacho do processo dos mata-mosquitos, a juíza federal Lana Maria Fontes Regueira escreveu: "Estamos diante de uma situação de consequências catastróficas, haja vista a iminente ocorrência de dengue hemorrágica".
VII) o epidemiologista Roberto Medronho, diretor do Núcleo de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, completaria: ‘"A descentralização da saúde não foi feita de forma bem planejada. O afastamento dos mata-mosquitos no Rio foi uma atitude irresponsável”
VIII) em abril de 2001, a Coordenação de Dengue do município do Rio previu uma epidemia no verão de 2002 com grande incidência de febre hemorrágica. A sugestão: contratar 1.500 agentes e comprar mais equipamentos de emergência; foi ignorada por Serra.
IX) O ano de 2001 foi o primeiro em que os mata-mosquitos da Funasa, dispensados por Serra não atuaram . A dengue, então, voltou de forma fulminante no Rio: 68.438 pessoas infectadas, mais que o dobro das 32.382 de 1998, quando Serra assumiu o ministério.
X) em 2002, já candidato contra Lula, Serra era ovacionado em vários pontos do país aos gritos de 'Presidengue !'. Justa homenagem a sua devastadora atuação na saúde pública
(Dados colhidos nos arquivos da Folha que preferiu esquece-los; 20/04/10)