domingo, 4 de abril de 2010
a um velho poeta
Caminhas pelos campos de Castela e quase não o vês.
Um intricado versículo de João é teu cuidado e mal percebes a luz amarela do por do sol.
A vaga luz delira e nos confis do Leste se dilata essa lua de escárnio e de escarlata que talvez seja o espelho da Ira.
O olhar elevas e a contemplas.
Uma memória de algo que foi teu começa e se dissipa.
A pálida cabeça curvas e segues caminhando triste, sem recordar o verso que escreveste: seu epitáfio a sangrenta lua
Jorge Luis Borges
Meu bem, por favor me deixe. Eu sou ilegal. (Dos meus poemas de amor)
Eu não sou habitual de carne e osso, amor todos insanos são você desiste da nossa conversa
eu vou dirigir um carro,
o meu carro azul
Não leio jornal palavras comuns me fazem mal, amor então você desaparece
arranhando minha tristeza,
eu vou visitar mamãe
mamãe vai chorar por mim
Não calço sapatos meus pés gastam sandálias não fumo, não bebo laços e nós, meu amor me põem perigos demais
Uso camisetas em liquidação borboletas e gravatas voam de mim pousam em ilhas imorais
eu ouço um blue enquanto mamãe chora
Meu bem me chame só meu é o nome que tenho
o mesmo verso, em todo poema de amor:
Por favor, não me deixe!
Se a posição de sentar é essa não sou normal não gosto de festas sinais vermelhos portas muito abertas
Não sou prisioneiro das invenções e sons banais
Por favor, me deixe!
Eu sei inventar uma flor.
Entenda os recados na TV a mentira que a muitos agrada me faz muito mal você me queria no carnaval prefiro novenas, quermesses e quintais
Você acha sua música genialseu mau gosto, meu bem me cai muito mal
Tenho saudades de alguém
que não seja normal leia Dom Quixote, meu bemleia um livro e a gente conversa.
Mas depois,
Por favor, me deixe!***
Edmir Carvalho Bezerra
http://www.veropoema.net/interna.php?page=5&action=show&id=1270
No templo, um homem nos fita com suas sete chagas mal pintadas. Por um momento, reconhecemos nele o recém-nascido que nos foge.
Você refaz-lhe a negritude, eu o cinzelo criança, mas é mesmo inútil (sua expressão de felicidade é imutável):
- há mais que um menino na cruz ...
Eu creio no amor sem preconceitos, no conceito eventual de integração; no sopro de vida, nos efeitos, na crua e fantástica doação. Eu creio em mim e nos meus defeitos, na escuridão ao meu redor. E, inevitavelmente, eu creio nesse olhar, refúgio de meus medos, e em sua doce paz e proteção...
Dias melhores hão de vir
A anunciada desistência da entidade mantenedora do CESUPA de continuar administrando o Hospital Metropolitano é notícia alvissareira para a população desta região, que passa agora a contar com a perspectiva de um atendimento universalizado de fato.
Todos lembram que a escolha dessa tal ACEPA significou mais um presente tucano à iniciativa privada, à revelia de estudantes de medicina da UEPA, assim como à margem da opinião da comunidade acadêmica, que não foi ouvida a respeito da escolha de quem deveria dirigir aquele hospital.
Agora, com a tal desistência, que significa igualmente confissão de incapacidade para o exercício da função, surge a esperança de que uma gestão efetivamente pública devolva o HM ao atendimento de quem realmente precisa de saúde pública
http://www.nailharga.blogspot.com/
POESIA ATEMPORAL
Para Esperança
O que faço eu ?!
Às vezes paro
e leio.
Descompasso...
Minha cabeça
ficou sem régua
nem compasso.
Ouço o vento
balançando o mato.
O cachorro dorme
a meu lado.
O tempo parou...
nem ando, nem falo,
não penso nos fatos.
Meu coração pulsa
como na adolescência,
sinto-me sozinho
em um lago,
em um largo,
em seu laço.
O tempo parou...
e vem o Passado
à minha cabeça.
Me vejo parado
e fardado,
com a farda do nosso tempo
te esperando
em algum lugar do meu coração.
Quantas vezes
passaste por mim
e não te vi !
Quantas vezes
o teu olhar
estava lá e eu não vi.
Quantas vezes a perdi !"
Rui Santana
http://semlivros.blogspot.com/
Na mitologia grega, Anfitrião era marido de Alcmena, a mãe de Hércules.
Enquanto Anfitrião estava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma para deitar-se com Alcmena, e Hermes tomou a forma de seu escravo, Sósia, para montar guarda no portão.
Com a gravidez de Alcmena, uma grande confusão foi criada, pois evidentemente, Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa.
No fim, tudo foi esclarecido por Zeus e Anfitrião ficou contente por ser marido de uma mulher escolhida do deus.
Daquela noite de amor nasceu o semideus Hércules. A partir daí, o termo anfitrião passou a ter o sentido de "aquele que recebe em casa". (ó céus!!)
Portanto, ANFITRIÃO é sinônimo de CORNO MANSO e FELIZ!
RESUMINDO:
QUANDO DISSEREM QUE VOCÊ É UM BOM ANFITRIÃO FIQUE DE ORELHA EM PÉ. (orelha????? ou chifre, né????? na dúvida dê uma chifrada nele)
Cultura demais é uma droga!!!
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