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sábado, 3 de julho de 2010

'Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento.
Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.'
Bertold Brecht

HOJE É O DIA DO FORA !

FORA DUDU
FORA RICADO TEIXEIRA
FORA HAVELANGE
e FORA todos nós que ainda acreditamos que a seleção brasileira de futebol é redentora de alguma coisa neste país.
PLEBISCITO NELES !

ELEIÇÃO DIRETA PARA TÉCNICO DA SELEÇÃO !

sexta-feira, 2 de julho de 2010

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ESTRANHEZA

Deu no Blog Hupomnemata Artigo de Fabio Fonseca de Castro ex-Secretário de Estado de Comunicação no Governo do Estado do Pará (PT):
Os últimos dias têm sido estranhos. A conveniência dos acordos eleitorais dá uma sensação de estranheza fora do comum e faz-nos amargar um gosto travoso na garganta. Como se as coisas estivessem indo para além dos limites da ponderabilidade. Podem dizer que nem Freud explica, se quiserem, mas a verdade é que ele explica sim, e tem uma palavra para isso unheimlich, estranheza, coisa que se sente quando as conveniências da realidade superam a própria realidade. Quando se peca pelo excesso simbólico... Vejo as coisas assim: 1) Receber o apoio político do PTB é excelente – porque governar e construir (e, ouso acrescentar, respeitar) alianças e o PTB possui um capital político importante, formado não apenas pela prefeitura de Belém mas também por outros municípios. 2) Repassar a quota-parte do ICMS devido pelo governo estadual à prefeitura de Belém é justo – ainda que, neste momento, vá ser visto, apenas, como um acordo eleitoral, e não como a reversão da política revanchista e autoritária dos governos do PSDB, que não repassaram, quando deviam, os recursos que cabiam a Belém porque o PT a ocupava, naquele momento. 3) Negociar o apoio do PT ao projeto do executivo municipal que municipaliza os serviços de abastecimento de água em Belém, abrindo a possibilidade de privatização da Saaeb – o sistema municipal de água – passando por cima de uma luta histórica, é inadmissível. E tudo fica mais estranho quando vemos a aproximação do PT ao DEM. PSDB e DEM são os rivais principais, o marco de luta, o oposto necessário. Alguém já disse que, quando se é político a primeira tarefa é eleger um inimigo principal. O PT fez isso. Lula fez isso. O inimigo principal é o projeto neoliberal encabeçado por esses dois partidos. É contra esse projeto que Lula governou e começou a reconstruir um estado desfeito. Então, como é que pode, agora, do nada, surgir uma possibilidade de aliança com o DEM? A questão é: vale à pena trocar um capital simbólico e político valiosíssimo, construído com o sacrifício de muitos, por uma aliança eleitoral conjuntural? No futuro, um eleitor petista – e estou falando de alguém que faz parte daqueles 25% da sociedade que votam no PT independentemente de quem é o candidato – poderia até se sentir à vontade para votar num Vic Pires Franco ou numa Valéria... nunca se sabe. Isso equivale a jogar no lixo o capital político construído. Ainda que saibamos que essa aliança dificilmente envolverá a cessão da segunda vaga ao senado para o DEM, ainda que saibamos, no caso da Saaeb, que a municipalização do serviço não significa, imediatamente, a sua privatização, e que o governo estadual poderá fazer os investimentos necessários, nos serviços de água de Belém para, com isso, evitar a privatização, o jogo que está sendo jogado tem um ar de estranheza. Uma boa definição do que é a política, me parece, é a de transformar o que é unheimlich em um coisa heimlich, digamos... mas há limites para tudo, no campo simbólico. Será que dá, nesses dois casos? O que me fica é que confirmou-se vencedor um projeto que, desde o primeiro momento, disputava espaço no governo Ana Júlia: o projeto da aproximação com o PTB e com o PR. E, ouso ir mais adiante, o projeto que convocava setores desses partidos para uma aliança tão ampla que ia além do âmbito meramente eleitoral. A imprensa e mesmo os adversários políticos, tenho impressão, nunca perceberam bem essa dimensão da disputa interna; sempre observaram o que chamam de “núcleo duro” como uma coisa realmente “dura”, ou seja, politicamente compacta. Pouco se interessaram pela luta interna dentro da luta interna. Ou pelos projetos
Postado no ANANINDEUA DEBATES

ÁGUA - moeda de troca ?

Durante a IV Conferência Nacional das Cidades o Presidente da República assinou publicamente o Decreto Nº 7.217 regulamentando a Lei Nº 11.445, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico, ato considerado um dos marcos históricos da construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano pelos movimentos que lutam pelo Direito à Cidade.
Pois bem;
De volta à 'TERRA DE DUDU" encontramos o alcaide da capital paraense retornando um projeto de lei à Camara Municipal solicitando autorização para PRIVATIZAR o saneamento de Belém. Além de - mais uma vez - estar na contramão da história, significa na prática inviabilizar a Empresa Distribuidora Estatal (COSANPA) em todos os municípios onde atua.
BASTA DUDU !
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira... Quando se vê, já terminou o ano... Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida. Quando se vê, já passaram-se 50 anos! Agora é tarde demais para ser reprovado. Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas. Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta, devido à falta de tempo, pois a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais
MárioQuintana

Sul-africanos já sentem efeito de empregos temporários

A Copa do Mundo criou aproximadamente 35 mil vagas de trabalho na África do Sul, conforme informação de uma consultoria contratada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). Apesar da Copa ainda não ter terminado, o efeito dos empregos temporários já são sentidos pelos trabalhadores sul-africanos. De acordo com o índice Adcorp de Emprego, o nível de emprego no país caiu 6,2% entre os meses de abril e maio. O índice oficial de desemprego continua alarmante, atingindo 25% dos sul-africanos. O desemprego cresce desde 2008, quando 21% da população já não tinha nenhuma ocupação. Segundo a Fifa, os efeitos da crise econômica mundial na África do Sul poderiam ser ainda mais devastadores sem o evento uma vez que 174 mil postos de trabalho não foram fechados em razão da Copa. A situação é ruim também entre aqueles que se mantêm empregados. Manifestação de trabalhadores por salários maiores foram constantes antes do início do mundial e mesmo durante o evento. Protestos de trabalhadores foram duramente reprimidos pela polícia. Seguranças contratados pela Fifa também denunciam que não estão recebendo o valor combinado, o equivalente a R$ 275 por partida. Depois do início dos jogos, o valor recebido foi de apenas R$ 90. Enquanto isso, a Federação já anunciou que os lucros da Copa sul-africana já superaram o da Copa da Alemanha e estão em torno de US$ 3,2 bilhões, quase R$ 6 bilhões.
De São Paulo,
da Radioagência NP,
Aline Scarso
A mulher entra num restaurante e encontra o marido com outra: - Pode me explicar o que é isto? E ele responde: - Só pode ser azar! =============================================
- Diga-me, por que motivo você quer divorciar-se de seu esposo? - Meu marido me trata como se eu fosse um cão! - Ele a maltrata? Bate em você? - Não, quer que eu seja fiel! =========================================================
Uma senhora vaidosa pergunta a um senhor sincero: - Que idade o senhor me dá? - Bem.... pelos cabelos, dou-lhe 20 anos, pelo olhar 19, pela sua pele 18, e pelo seu corpo 17 anos! - Hummm, mas como o senhor é lisonjeador! - Nada disso, sou sincero... Agora espere que vou fazer a soma.
"A vida é como uma peça de teatro que não permite ensaios, Por isso, cante, chore, sorria, ame, Pois um dia as cortinas se fecharão e a peça pode terminar sem aplausos."
(Charles Chaplin)

CASA GRANDE E SENZALA - a luta continua.

Mais uma vez, os senhores determinaram a regra, a lei, os limites da existência e da sobrevivência dos negros no Brasil. O dia 16 de junho de 2010 entra para a história, cinco séculos após a chegada dos primeiros africanos escravizados nestas terras e 122 anos após o fim da escravidão. Encerra-se mais um triste capítulo da luta entre senhores brancos racistas versus escravizados negros e pobres. Em tramitação desde 2003, o chamado Estatuto da Igualdade Racial, apresentado pelo senador Paulo Paim (PT), animou a esperança de o Estado brasileiro finalmente iniciar um processo de reparação aos descendentes da escravidão no Brasil. No entanto, nesses difíceis anos de debate e enfrentamento aos que resistiam à sua aprovação, a proposta original sofreu muitas alterações que esvaziaram a possibilidade de eficácia e o sentido reparatório. Ainda em 2009, alterações feitas na Câmara Federal rebaixaram o Estatuto para uma condição “autorizativa”, além de não garantir recursos para sua execução. Com isso, os gestores públicos já não seriam obrigados a colocá-lo em prática. O Estatuto da Igualdade Racial aprovado pelo senado neste dia 16 de junho foi ainda mais fundo no poço da hipócrita democracia racial brasileira. Fruto de um acordo espúrio entre o senador Paulo Paim (PT), o senador Demóstenes Torres (DEM), relator do projeto e presidente da CCJ no senado, e o Ministro da Seppir, Elói Ferreira (representante dos interesses do ex-titular da pasta Edson Santos), significou alta traição à luta do povo negro no Brasil. O acordo que possibilitou a aprovação do Estatuto (e que será usado como bandeira no processo eleitoral tanto pelo PT quanto pelo DEM), simplesmente enterrou as reivindicações históricas do povo negro, uma vez que o texto aprovado excluiu as cotas para negros nas universidades, nos partidos e nos serviços públicos; excluiu a garantia do direito a titulação das terras quilombolas; excluiu a defesa e o direito a liberdade de prática das religiões de matriz africanas e não fez referência a necessidade de atenção do Estado ao genocídio cometido pelas polícias que vitimam a juventude negra. Pior ainda que a supressão destas demandas, o texto de Demóstenes do DEM – aceito por Paim e pela Seppir, negou-se a reconhecer os efeitos dos mais de 350 anos de escravidão e a existência de uma identidade negra no país! O senador Demóstenes Torres, representante dos senhores, do agronegócio e dos ruralistas, é o mesmo que durante a audiência pública sobre cotas no STF, realizada em março deste ano, afirmou que as mulheres negras escravizadas se entregavam ao deleite sexual com seus senhores. Este homem, conservador e racista, é o padrinho do Estatuto da Igualdade Racial aprovado no senado e que agora segue para sanção do presidente Lula. Tudo isso sob a égide da submissão dos negros da Seppir e do parlamento, que nem de longe representam as aspirações dos movimentos da luta negra no Brasil. Aliás, mesmo sob pressão do Movimento Negro Unificado (MNU), do Coletivo de Entidades Negras (CEN), do Círculo Palmarino, da UNEafro-Brasil, do Tribunal Popular, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra (MST) e da Federação Nacional das Associações de Moradores, que encaminharam carta aberta ao senado pedindo a retirada do Projeto do Estatuto, e mesmo da posição contrária da CONEN – organização negra que agrega militantes petistas, a Seppir, Paulo Paim e deputados historicamente ligados a luta racial, como Janete Pietá e Vicentinho, sucumbiram. Reafirmando sua índole traiçoeira, o parlamento aproveitou a comoção provocada pela copa do mundo para articular o golpe do Estatuto do DEM. Há informações de que haverá uma festa no momento da sanção presidencial. Festa na Casa Grande, com a presença dos escravos de dentro que, uma vez mais, hão de se lambuzar e saciar sua fome individual com os restos do banquete. Brancos, ricos e poderosos ao lado de negros bem educados e emergentes. A coroação perfeita da democracia racial brasileira. Enquanto isso, nas senzalas, cabe aos movimentos combativos continuar a luta, certos de que qualquer mudança concreta deste país rumo à justiça e igualdade passa necessariamente pelas mãos calejadas e ensanguentadas do povo negro brasileiro.
Douglas Belchior Professor de história
integrante do Conselho Geral da Uneafro.