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sábado, 26 de junho de 2010

A condenação do Cristo marxista

Nas páginas do “Evangelho segundo Jesus Cristo", a grande heresia não está no fato de o personagem pedir perdão pelos pecados de Deus. O que o Vaticano não pode perdoar é a denúncia corajosa a um cristianismo imperial e colonialista.
Que estranhos desígnios inspiraram o "L'Osservatore Romano" a atacar,em editorial, o escritor José Saramago, falecido recentemente na Espanha? Chamá-lo de populista extremista, que se referia “com comodidade a um Deus no qual jamais acreditou por considerar-se todo poderoso e onisciente”, não revela apenas uma atitude fria e inflexível com um humanista ateu. Vai além. Reforça apreensões em relação aos objetivos políticos do Vaticano e suas consequências éticas. Se a eleição do cardeal Ratzinger como supremo pontífice da Igreja Católica constituiu um acontecimento cuja gravidade poucos subestimaram, a superação integrista das contradições do Concílio Vaticano II já se delineava claramente no pontificado de seu antecessor, João Paulo II, quando as bases sociais da Teologia da Libertação foram firmemente atacadas. Em 1983, ao visitar a América Central, suas homilias mantiveram fina sintonia com o projeto do governo Reagan para a região. Em Manágua, o papa não apenas não correspondeu às expectativas do povo nicaraguense de condenação clara às agressões incentivadas pelo imperialismo estadunidense, como também deu ênfase ao que mais dividia o governo sandinista e a hierarquia eclesiástica, à época: o da fidelidade dos sacerdotes e religiosas à igreja e à exigência de não participarem na responsabilidade da gestão governamental. Uma declaração de guerra aos partidários de um cristianismo progressista. Reafirmação classista de uma instituição multissecular. Na Guatemala, um dos países em que a repressão dos governos militares fez mais vítimas entre os religiosos, João Paulo II não só visitou o presidente Ríos Montt, conhecido por ordenar massacres contra a oposição, como permitiu que o general lhe pedisse o afastamento de sacerdotes da política. Nos discursos papais não houve qualquer protesto contra fuzilamentos sistemáticos; apenas menções genéricas a Direitos Humanos. O Cristo do Vaticano, ao contrário do de Saramago, não deu ouvido a comunidades indígenas e camponesas tratadas como estrangeiras em seus próprios países. Embora saiba muito bem que estão implícitas, na violência que se expande, a questão do poder, dos interesses econômicos nacionais e internacionais, além das considerações geopolíticas, o Jesus do "L'Osservatore" ignora que a promessa anunciada só se efetivará provocando uma transformação radical da condição social do homem. No livro de Saramago, Jesus, filho de José e amante de Madalena, vive a Paixão dos novos sujeitos. Seu sacrifício é a labuta das populações negras, o sofrimento das índias e o sangue camponês que jorra nos latifúndios. A coexistência de um papado ultra-reacionário com governos de extrema-direita, como foi o de Bush, implica uma luta mundial de idéias que, não duvidem, será muito intensa. A crítica a uma religião de mercado, que exige o sacrifício de vidas humanas e o aniquilamento de natureza é a batalha da esquerda de nosso tempo. Nessa guerra, ao contrário do que afirma o Vaticano, o Cristo de Saramago é aliado fundamental. Nas páginas do “Evangelho segundo Jesus Cristo", a grande heresia não está no fato de o personagem pedir perdão pelos pecados de Deus. O que o Vaticano não pode perdoar é a denúncia corajosa a um cristianismo imperial e colonialista. Um sistema de crenças que, para validar a opressão, necessita de uma metafísica negativa sobre os homens e sua história. Saramago provocou a ira da cúpula da Igreja Católica ao reafirmar a modernidade e os valores de igualdade e liberdade. Foi isso que seu Cristo Marxista proclamou. Não de maneira idílica, mas de forma dialética, como reafirmação de vidas que devem transcender a si mesmas, eliminando práticas e relações que geram opressão e miséria. Gilson Caroni Filho
Professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Manoel e Maria estão num vôo para a Austrália para comemorar o quarto aniversário de casamento. De repente, o comandante anuncia pelos alto-falantes: - Senhoras e senhores, tenho más notícias... problemas graves nos motores, vamos tentar um pouso de emergência... há uma ilha não catalogada nos mapas... vamos aterrissar na praia. Ele aterrissou com êxito, mas avisou aos passageiros: - Isto aqui parece o fim do mundo - é improvável a possibilidade de resgate... talvez tenhamos que viver nessa ilha pelo resto de nossas vidas! Nessa hora, Manoel pergunta para a mulher: - Maria, você pagou o dízimo da IGREJA UNIVERSAL este mês? - Ai, me perdoa Manoel. Com essa história de viagem, esqueci completamente! Manoel, eufórico, agarra a mulher e tasca-lhe um beijão, o melhor de todo o casamento. A Maria não entende e pergunta: - Manoel por que você me beijou desse jeito? E ele responde eufórico: - ELES VÃO NOS ACHAR !... 'Jesus Cristo é o caminho; eu sou o pedágio.' (Edir Macedo)

Vida FÁCIL

Tal dilema está no blog do XICO SÁ, que lembra a grande frase de JACK NICHOLSON, quando seu nome foi encontrado na agenda de uma gigolô de Los Angeles, a cidade do pecado: “Eu não pago para fazer sexo com uma mulher, mas para ela ir embora depois.” “Tudo bem, a liberação sexual alterou um pouco essa história, mas a prostituição, pelo que se vê, resiste firmemente. A hipocrisia em relação ao tema, no entanto, segue a mesma, óbvio, não acha?”, escreveu XICO no seu blog.
Na peça MÚSICA PARA NINAR DINOSSAUROS, do Mário Bortolotto [ESPAÇO PARLAPATÕES], em que 3 amigos, em diferentes fases da vida, buscam o conforto com 6 prostitutas, duas frases ajudam a elucidar o enigma: “Reparam que puta é a única mulher que escuta a gente falar.” “É mais barato que psicólogo.” Parece estranho, nos novos tempos, em que o hedonismo e fetiche ditam a rotina de homens e mulheres, em que elas estão mais livres, atiradas e com o superego em questionamento, alguns rapazes precisem ainda pagar para transar. Depois de anos pesquisando o meio para o meu último romance, A SEGUNDA VEZ QUE TE CONHECI, que aborda o universo de prostituição de luxo, em que entrevistei muitas meninas, frequentei boates e puteiros, conheci as gigolôs mais caras de São Paulo, jantei com garotas que ganham até 70 mil por mês, livres de impostos, tentei uma explicação. Simples. Nos novos tempos, muitos homens não adaptados sentem falta daquela submissa sexual. A maioria dos clientes é de homens casados. Com uma garota, ele comanda as ações. Levante a camisa. Dance. Tire toda a roupa. Nesta posição agora. Faça isso, aquilo. Fale. Agora fique quieta. Vamos para o chuveiro. Me lave. Me bata. Me xingue. Deu uma hora? Tome, seu cachê. Adeus. Tais sujeitos estão livres para realizar taras censuráveis, que ficarão guardadas no íntimo de 4 paredes. Podem mandar, exigir, controlar, como se estivessem com seus animais de estimação. São, por algumas horas, os reis absolutos da relação. Que tem um preço. Pode custar 80 pratas, nas ruas do Baixo Augusta. Ou 3 mil, num hotel de luxo. E por que elas se prostituem? Sem ilusões, por favor. É pela grana, apenas pela grana. Muitas têm filhos. Os tiveram adolescentes e foram abandonadas. Muitas preferem um rendimento dezenas de vezes superior ao de uma atendente de supermercado ou secretária. Todas querem se casar. Têm namorados. São românticas. Às vezes, gozam com o cliente, dependendo da “pegada”. Costumam caprichar, para que o cliente seja fiel, e a clientela, satisfeita. Como qualquer profissional que queira se dar bem na carreira. Malham, porque o corpo é o seu instrumento de trabalho. Não conseguem passar muitos anos nessa vida. Depois de comprarem uma casa para a mãe, um apê, e conseguirem um carro e um diploma universitário, largam a vida. Até se casam. Nenhuma gosta do que faz. É a grana que as movimenta. Cocaína é a droga preferida. A carência é o sentimento que as acompanha. Nada de vida fácil. Encaram velhos, tarados, sujos, violentos, fecham os olhos quando o cliente é insuportável, e pensam apenas no dinheiro que ganharão em minutos.
Marcelo Paiva

Enquanto isso nas Terras Paroaras

HÁ UM CHEIRO DE COISA PODRE NO AR !

Mr.and Mrs Gorsky

No dia 20 de Julho de 1969, Neil Armstrong, comandante do módulo lunar Apolo 11, se converteu no primeiro ser humano que pisou na Lua. Suas primeiras palavras ao pisar no nosso satélite foram: "Este é um pequeno passo para o ser humano, mas um salto gigantesco para a humanidade". Estas palavras foram transmitidas para a Terra e ouvidas por milhares de pessoas. Justamente antes de voltar à nave, Armstrong fez um comentário enigmático: "Boa Sorte, Sr.Gorsky." Muita gente na NASA pensou que foi um comentário sobre algum astronauta soviético. No entanto, depois de checado, verificaram que não havia nenhum Gorsky no programa espacial russo ou americano. Através dos anos, muita gente perguntou-lhe sobre o significado daquela frase sobre Gorsky, e ele sempre respondia com um sorriso. Em 5 de julho de 1995, Armstrong se encontrava na Baia de Tampa, respondendo perguntas depois de uma conferência, quando um repórter lembrou-lhe sobre a frase que ele havia pronunciado 26 anos atrás. Desta vez, finalmente Armstrong aceitou responder. O Sr.Gorsky havia morrido e agora Armstrong sentia que podia esclarecer a dúvida. É o seguinte: Em 1938, sendo ainda criança em uma pequena cidade do meio oeste americano, Neil estava jogando baseball com um amigo no pátio da sua casa. A bola voou longe e foi parar no jardim ao lado, perto de uma janela da casa vizinha. Seus vizinhos eram a senhora e o senhor Gorsky. Quando Neil agachou-se para pegar a bola, escutou que a senhora Gorsky gritava para o senhor Gorsky: "O quê??? sexo anal? Você quer sexo anal?. Sabe quando você vai comer a minha bundinha? Só no dia que o homem caminhar na lua!". Por isto,o astronauta Armstrong mandou o recado direto da Lua: "Boa sorte, Sr. Gorsky!"

MOMENTO Jô

Você sabia que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da família real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais? Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham que pedir consentimento ao Rei, que, então, ao permitir o coito, mandava entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com a frase 'Fornication Under Consent of the king' (fornicação sob consentimento do rei) = sigla F.U.C.K.., daí a origem da palavra chula FUCK.
==================================== Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações: 'Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo' = sigla F.O.D..A., daí a origem da palavra FODA. ==================================== Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase: 'Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Auto-induzida', sigla P.U.N.H.E.T.A. Vivendo e aprendendo... A gente pode até dizer palavrão, mas com conhecimento e cultura é outra coisa!
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No país onde o Ministro da Saúde diz que sexo é o melhor remédio para hipertensão,
já tem gente usando a punheta como genérico.

GENTE QUE EU GOSTO

Eu gosto de gente que vibra, que não tem de ser empurrada, que não tem de dizer que faça as coisas, mas que sabe o que tem que fazer e que faz. A gente que cultiva seus sonhos até que esses sonhos se apoderam de sua própria realidade. Eu gosto de gente com capacidade para assumir as conseqüências de suas ações, de gente que arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, que se permite, abandona os conselhos sensatos deixando as soluções nas mãos de Deus. Eu gosto de gente que é justa com sua gente e consigo mesma, da gente que agradece o novo dia, as coisas boas que existem em sua vida, que vive cada hora com bom animo dando o melhor de si, agradecido de estar vivo, de poder distribuir sorrisos, de oferecer suas mãos e ajudar generosamente sem esperar nada em troca. Eu gosto da gente capaz de me criticar construtivamente e de frente, mas sem me lastimar ou me ferir. Da gente que tem tato. Gosto da gente que possui sentido de justiça. A estes chamo de meus amigos. Eu gosto da gente que sabe a importância da alegria e a pratica. Da gente que por meio de piadas nos ensina a conceber a vida com humor. Da gente que nunca deixa de ser animada. Eu gosto de gente sincera e franca, capaz de se opor com argumentos razoáveis a qualquer decisão. Gosto de gente fiel e persistente, que no descansa quando se trata de alcançar objetivos e idéias. Eu gosto da gente de critério, a que não se envergonha em reconhecer que se equivocou ou que não sabe algo. De gente que, ao aceitar seus erros, se esforça genuinamente por não voltar a cometê-los. De gente que luta contra adversidades. Gosto de gente que busca soluções. Eu gosto da gente que pensa e medita internamente. De gente que valoriza seus semelhantes, não por um estereotipo social, nem como se apresentam. De gente que não julga, nem deixa que outros julguem. Gosta de gente que tem personalidade. Eu gosto da gente que é capaz de entender que o maior erro do ser humano é tentar arrancar da cabeça aquilo que não sai do coração. A sensibilidade, a coragem, a solidariedade, a bondade, o respeito, a tranqüilidade, os valores, a alegria, a humildade, a fé, a felicidade, o tato, a confiança, a esperança, o agradecimento, a sabedoria, os sonhos, o arrependimento, e o amor para com os demais e consigo próprio são coisas fundamentais para se chamar GENTE. Com gente como essa, me comprometo, para o que seja, pelo resto de minha vida... já que, por tê-los junto de mim, me dou por bem retribuído. Impossível ganhar sem saber perder. Impossível andar sem saber cair. Impossível acertar sem saber errar. Impossível viver sem saber reviver. A glória não consiste em não cair nunca, mas em levantar-se todas as vezes que seja necessário. E ISSO É ALGO QUE MUITO POUCA GENTE TEM O PRIVILEGIO DE PODER EXPERIMENTAR. Bem aventurados aqueles que já conseguiram receber com a mesma naturalidade o ganhar e o perder, o acerto e o erro, o triunfo e a derrota...
Mario Benedetti
e como eu gostaria de ter escrito isso !

voltando...

20 DIAS NO MUNDO,
AINDA CULTIVANDO "ESTA ESTRANHA MANIA DE TER FÉ NA VIDA", COMO DIRIA GONZAGUINHA,
ME AFASTARAM DO OUSADIA.
VALEU!
AGORA, A OUSADIA CONTINUA A MESMA.