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domingo, 9 de maio de 2010

Um casal sai de férias para um hotel-fazenda. O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler. Uma manhã, o marido volta de horas pescando e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago.
Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro. Chega um guardião do parque em seu barco, para ao lado da mulher e fala:
- Bom dia, madame. O que está fazendo?
- Lendo um livro - responde, pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida, informa.
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso, terei que acusá-lo de assédio sexual.
- Mas eu nem sequer a toquei! - diz o guardião.
- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
- Tenha um bom dia, madame - diz ele, e vai embora.
Moral da história: 'Nunca discuta com uma mulher que lê. Certamente ela pensa. '

tecnologia "de ponta" (?!)

Não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras.
Aí, veio a "Grande Sacada" dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora. Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos. Veja este exemplo: Uma HP DJ3845 é vendida, nas principais lojas por, aproximadamente, R$170,00. A reposição dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido), fica em torno de R$ 130,00. Daí, você vende a sua impressora semi-nova, sem os cartuchos, por uns R$ 90,00 (para vender rápido). Junta mais R$ 80,00, e compra uma nova impressora, com os cartuchos originais de fábrica.
Os fabricantes fingem que nem é com eles; dizem que é caro por ser "tecnologia de ponta". Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço). Um cartucho HP, com míseros 10 ml de tinta, custa R$ 55,99. Isso dá R$ 5,59 por mililitro. Só para comparação, a Espumante Veuve Clicquot City Travelle custa, por mililitro, R$ 1,29.
Só acrescentando: as impressoras HP 1410, HP J3680 e HP3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta !
A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$ 75,00. Fazendo as contas: R$ 75,00 / 5.5ml = R$ 13,63 o ml. > R$ 13,63 x 1000ml = = R$ 13.636,00 Veja só: R$ 13.636,00 , por um litro de tinta colorida.
Com este valor, podemos comprar, aproximadamente: - 300 gr de OURO; ou- 3 TVs de Plasma de 42'; ou- 1 UNO Mille 2003; ou- 45 impressoras que utilizam este cartucho; ou- 4 notebooks; ou- 8 Micros Intel com 256 MB.
Ou seja, é um assalto !
Se você é feio, pobre, burro,
e mesmo assim tem um monte de mulher
dando em cima de você,
só tem uma explicação:
Você trabalha no porão do motel

QUESTÕES PERTINENTES...

Com a recomendação do ministro da Saúde que indica fazer sexo cinco vezes por semana para se manter saudável, fiquei com algumas dúvidas.
Alguém pode me esclarecer?
1 - Os Planos de Saúde irão cobrir esse tipo de tratamento?
2 - Posso abater gastos com motel, bordel e sex shop do meu imposto de renda?
3 - Posso justificar faltas no trabalho com recibo de motel alegando que estavame tratando?
4 - Será preciso receita médica para comprar filme pornô?
5 - Monogamia não coloca a saúde em risco?
6 - Masturbação é automedicação?
7 - Suruba é saúde coletiva?
8 - Swing não é mudança de tratamento?
9 - Voyeurismo não é tratamento assistido?
10 - Travesti é medicamento genérico?
11 - Obsessão sexual não é hipocondria?
12 - Posso considerar poligamia como um tipo de tratamento médico?
13 - Doença venérea é um tipo de efeito colateral?
14 - Fazer uma "DP" ou "ménage à trois" significa aumentara dose da medicação recomendada? 15 - Boneca inflável é placebo? 16 - Vibrador elétrico é um equipamento usado para tratamento de choque?
17 - Posso ser processado por prática ilegal da medicina se eu convidar uma mulher para um programa?
18 - Stripers podem ser consideradas profissionais da saúde?
19 - SUS significa Saúde Urge Sexo?
20 - A expressão "gozar de boa saúde" significa isso que estou pensando?
21 - Os hospitais públicos e postos de saúde serão obrigados a contratar profissionais do séquiço? (A "moça" do vídeo http://www.youtube.com/watch?v=MAsvpMd-rdoterá emprego garantido) 22 - A zona se tornou um complexo hospitalar muito maior do que a Santa Casa?
23 - Bordéis precisam ter um médico de plantão?
24 - O que meu dentista quis dizer quanto recomendou manter em dia minha saúde oral?
25 - Políticos não deveriam ter saúde de ferro por viverem fudendo o povo?
Agradeço desde já pelos esclarecimentos!

Resposta global aos desastres naturais

Nos últimos dez anos, a economia global sofreu prejuízos de quase US$ 1 trilhão por conta de desastres naturais. Diante de fenômenos que afetam áreas cada vez mais povoadas, com impacto global, a Organização das Nações Unidas criou o primeiro plano internacional de redução de riscos de desastres.
O objetivo é que todos os governos signatários adotem até 2015 as diretrizes, uma espécie de guia sobre o que cada cidade, governo estadual e nacional precisa fazer para proteger as populações e alertar países vizinhos dos riscos."Precisamos aprender com o que estamos enfrentando para criar um regime de resposta de emergência às crises", diz Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU para o Meio Ambiente.
A consciência de que o mundo precisava de uma estratégia coordenada surgiu quando o tsunami provocado por um terremoto na Ásia em 2004 matou mais de 200 mil pessoas em oito países. E ganhou força com terremotos como os registrados este ano no Chile, Haiti e China. No caso do Haiti, a própria ONU fracassou. A organização tentou montar a partir de 2004 uma política de redução de riscos no país, mas não conseguiu fazer o projeto vingar a tempo de evitar as 230 mil mortes registradas no tremor de janeiro.
O sucesso do plano internacional passa por uma maior eficiência, até mesmo das agências da ONU, criticadas pela burocracia, em criar condições que permitam a países pobres aderir ao programa."Pela primeira vez, temos uma consciência global e isso pode mudar a maneira pela qual podemos nos preparar para enfrentar esse desafio", diz a sueca Margareta Wahlstrom, subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Catástrofe.
Além disso, nunca houve tanta capacidade de disseminar rapidamente informação sobre desastres, o que permitiria uma redução considerável do número de vítimas. Outro argumento é o de que reduzir riscos é atraente em termos econômicos. Para cada US$ 1 investido em prevenção de desastres e planejamento urbano, pode-se economizar até US$ 7 em resgate e reparo de danos.
A proposta prevê que cada governo nacional e local estabeleça seu plano. O primeiro passo é monitorar áreas de risco e o segundo, montar um sistema de alerta, para permitir a retirada rápida da população. Além disso, padrões de construção mais rigorosos podem garantir que hospitais, escolas, usinas de energia e abastecimento de água continuem funcionando mesmo durante calamidades.
A ONU também vai cobrar dos signatários que façam campanhas de conscientização, ensinando aos moradores como agir em desastres. O processo não se resume aos cidadãos comuns. Membros do governo precisam ser treinados sobre como responder à crise e se comunicar. Esses princípios podem parecer senso comum. Mas muitos governos não contam com nenhum planejamento nem reservas orçamentárias para lidar com desastres.
Experts da ONU admitem que um dos maiores obstáculos para criar a estratégia internacional é convencer políticos de que precisam investir em projetos que não têm visibilidade imediata para os eleitores. Os dados para justificar esses investimentos falam por si só. Segundo a ONU, o número de desastres naturais passou de uma média de 50 por ano, na década de 60, para 165 por ano na década de 80. Entre 2000 e 2010, foram registrados em média mais de 385 desastres naturais por ano. O número de pessoas afetadas subiu para 2,4 bilhões, ante 1,7 bilhão nos anos 90.
Cerca de 85% das 780 mil mortes provocadas por desastres naturais de 2000 a 2009 ocorreram na Ásia. Os eventos mais devastadores foram o tsunami de 2004 (226 mil mortes), o ciclone Nargis, ocorrido em 2008 em Mianmar (138 mil), e o terremoto registrado no mesmo ano em Sichuan, China (87 mil). Segundo o relatório The Right to Survive, publicado pela ONG Oxfam no ano passado, a vulnerabilidade dos países menos desenvolvidos a catástrofes é evidente. Segundo o documento, nos países mais ricos um desastre natural mata, em média, 23 pessoas. Nos países pobres, essa média é de 1.052 pessoas. Para Michael Bailey, líder da equipe de questões de segurança humanitária da Oxfam, o motivo dessa disparidade é uma combinação cruel de fatores. " No Japão, por exemplo, eles estão acostumados a terremotos, então têm um serviço pós-desastre excelente", afirma.
"Nos países pouco desenvolvidos as pessoas morrem muito no pós-desastre. Não têm acesso a comida, a água de qualidade, a um serviço de saúde decente."Pelos dados da Oxfam, quase 250 milhões de pessoas foram afetadas por ano por desastres naturais de 1998 a 2007. A ONG prevê que, no caso de fenômenos climáticos, o número de vítimas crescerá 50% em 2015. "Tentamos mapear uma tendência. Poderá haver mais vulnerabilidade, mas não dá para ser categórico", diz Bailey.
"Por um lado, há mais pessoas morando nas zonas costeiras e favelas; por outro, cerca de 200 milhões de pessoas saíram da zona de pobreza nos últimos anos."BrasilEstudos do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Brasil acompanha essa tendência internacional de aumento da vulnerabilidade a "eventos climáticos extremos".
Enquanto no Sudeste e no Sul isso significa aumento de picos de chuva, no Nordeste e no leste da Amazônia são esperadas secas mais intensas. Na Região Sudeste, por exemplo, o Inpe detectou um aumento do número de dias com precipitações que superam 30 ou 40 milímetros. "A relação não é direta: se houver mais chuva haverá mais mortes", explica o pesquisador José Marengo. "Há um componente não climático que conta: o péssimo planejamento das cidades."
Jamil Chade - Correspondente para O Estado de S. Paulo
(Com a colaboração de Karina Ninni e Fernanda Fava, especial para O Estado, e Adriana Carranca)

um mundo comandado pelas yabás - DEPOIMENTOS

Tsai Ba Mao, de Jiegu, na China
"Reze pelos mortos."
A frase, escrita em chinês e tibetano, está estampada num cartaz na entrada do acampamento organizado por monges budistas em Jiegu, uma das cidades chinesas mais afetadas pelo terremoto que matou mais de 2 mil pessoas este mês. Tsai Ba Mao, de 63 anos, quase não sai da sua tenda. "A dor é grande demais", diz Tsai, que perdeu o filho de 34 anos. A ajuda dos monges – que inclui enterros ou cremações de vítimas – supria o socorro insuficiente dado pelo governo. Mas Pequim vem barrando o trabalho dos budistas, supostamente por razões políticas. "O governo pode, sim, nos ajudar a reconstruir nossas casas", afirma Tsai. "Mas eles não conseguem curar a dor nos nossos corações nem rezar por nossos mortos." (Do The New York Times)
Patrícia Martinez, da Islândia
A arquiteta Patrícia Martinez embarcou para férias na Itália em 12 de abril, com volta prevista para o dia 17. Depois de visitar a edição 2010 da Feira de Milão, que antecipa tendências de design, soube, no dia marcado para a volta, que os voos não estavam saindo por causa das cinzas lançadas nos céus europeus pela erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia."Minha passagem para São Paulo era via Frankfurt, mas não tinha como chegar na Alemanha. As companhias aéreas estavam mandando a gente ir para o aeroporto e esperar. Não entrei nessa. Decidi ficar no apartamento de uns amigos. Era para passar 4 noites na Itália, acabei ficando 11", diz Patrícia, que só consegui voltar ao Brasil no sábado. (Por Karina Ninni)
Ederval dos Santos, do Rio de Janeiro
Quase um mês depois das chuvas que mataram pelo menos 256 pessoas no Rio, muitas famílias ainda não foram incluídas nos programas de habitação dos governos municipais e estadual. A situação é mais crítica em Niterói, onde 168 corpos já foram resgatados em deslizamentos. Sem ter uma perspectiva de quando passará a receber o chamado aluguel social, o gari Ederval Rodrigo dos Santos, de 41 anos, decidiu voltar para casa, localizada a 300 metros da encosta atingida pelo desabamento do Morro do Bumba, que soterrou pelo menos 60 imóveis. O número de vítimas na favela, construída sobre um lixão, passa de 50. "Sei dos riscos, mas o que posso fazer? Não me deram garantias de que vou receber o aluguel. Não tenho como deixar minha casa. Para onde levo meus móveis?", diz o gari, que fez uma ligação clandestina de eletricidade para reocupar o imóvel. A prefeitura não informou quando começará a pagar o auxílio às vítimas. Segundo a Defensoria Pública do Estado, 7 mil pessoas ficaram desabrigadas na cidade. (Por Gabriela Moreira)
José Olate, de Arauco, no Chile
Dois meses depois do terremoto que devastou o Chile, milhares de desabrigados ainda esperam por uma solução definitiva. Em Arauco, região que teve várias cidades varridas pelo tsunami causado pelos tremores, 85% das casas estão inabitáveis. A solução oferecida pelo governo é pouco melhor que os barracos de favelas brasileiras: casas de madeira, sem janela, forro, piso e banheiro, numa área onde as temperaturas caem a menos 10 graus no inverno. José Fernández Olate, de 9 anos, e a mãe viveram semanas sob lonas plásticas num dos morros que circundam Arauco, com medo de novas ondas gigantes. "Tenho medo de ter de viver num barraco, mas também tenho medo de ficar passando frio na montanha." (Por João Paulo Charleaux)
Andrea Christa, de Porto Príncipe, no Haiti
Pela segunda vez em 4 meses, a manicure Andrea Christa, de 28 anos, tenta reorganizar a vida como pode: sem água, luz ou teto para morar com o filho de 1 ano. Bel Air, o bairro onde vivia, foi dos mais atingidos pelo terremoto que matou 230 mil pessoas, em janeiro. Sua pequena casa, que servia também como salão de beleza, foi reduzida a escombros. Sob tendas plásticas, Andrea improvisou um salão no campo de refugiados em que foi transformado o Estádio Sylvio Cator. Por 25 gourdes (R$ 1,10) fazia pé e mão. Mas os 7.300 haitianos abrigados ali tiveram de sair, no dia 12. O governo tem esvaziado campos com risco de inundação no período de chuvas, a partir de maio. O Haiti tem 1,3 milhão de desabrigados. (Por Adriana Carranca)
Uma loira chegou com seu carro novinho numa loja de acessórios e disse pro vendedor: Quero instalar um pára-raios no meu carro. E o vendedor explicou: Olha, eu nunca ouvi falar nesse equipamento pra veículo. Por que é que você quer instalar um pára-raios no seu carro? E a loura: Heloooooooooouuuuuuuu!Nunca ouviu falar de seqüestro relâmpago não, ô desinformado?

O maravilhoso universo de Katia Abreu

Recentemente, o IBGE divulgou os resultados do Censo Agropecuário, que revelaram uma triste realidade no campo brasileiro. A concentração da propriedade da terra continua aumentando. Os latifundiários estão comprando cada vez mais terra. Apenas 15 mil fazendeiros — um pequeno bairro do Rio — possuem 98 milhões de hectares, o equivalente a quatro vezes o Estado de São Paulo. Muitos nem conhecem as fazendas. São banqueiros e industriais. Há 16 milhões de trabalhadores na agricultura brasileira. Destes, 15 milhões trabalham na agricultura familiar, em pequenas unidades. E apenas 1,6 milhões conseguem emprego nas fazendas do agronegócio. Cerca de 56% dos trabalhadores adultos são analfabetos. A renda média é 70% do salário mínimo. Temos quatro milhões de famílias sem terra, que trabalham para os outros. Destes, três milhões recebem bolsa família do governo para não passar fome. Esses graves problemas sociais se resolveriam se houvesse um programa massivo de reforma agrária, como nos países desenvolvidos. Além da terra, organizando agroindústrias, cooperativas, escola e uso de técnicas agroecológicas. O MST se dedica, há 25 anos, a organizar o povo para lutar pela reforma agrária. As elites não aceitam. Precisam que os pobres continuem pobres, ignorantes, não reclamem e trabalhem para eles continuarem ricos e mandando no país. Dizem que o MST é perigoso, pois organiza os pobres. Os ricos nos atacam no Parlamento e na imprensa. Colocaram uma campanha milionária, nos cinemas, paga com dinheiro do povo, para atacar o MST. Felizmente, o povo sabe que temos razão. Seria fácil derrotar o MST. Basta fazer Reforma Agrária.
Por João Pedro Stedile
* Publicado originalmente no jornal O Dia, em 3 de maio de 2010.