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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Na fila do ônibus estavam o pai e todos seus 16 filhos. Junto deles, um senhor de meia idade, com uma das pernas de pau.
O ônibus chegou, a criançada entrou primeiro e ocupou todos os bancos vazios. Os dois senhores entraram e ficaram de pé. Na arrancada do ônibus o senhor da perna de pau, com visível dificuldade, desequilibrou-se para trás, e o barulho foi inconfundível: TOC... TOC... TOC...TOC...
Quando o ônibus freou, a mesma coisa aconteceu, agora para a frente: TOC... TOC.... TOC...TOC... Na arrancada, novamente:TOC.... TOC... TOC..TOC...
E assim foi, por várias vezes.
Num determinado momento, já incomodado com o barulho e, ao mesmo tempo,tentando ser gentil, o pai das 16 crianças disse ao perneta:
- Perdão, mas eu gostaria de fazer uma sugestão ao senhor. Por que o senhor não coloca uma borrachinha na ponta do pau? Com certeza vai diminuir o barulho e incomodar menos a todos.
Imediatamente, o perneta respondeu:
- Agradeço a sugestão, mas se o senhor também tivesse colocado uma borrachinha na ponta do seu, há alguns anos atrás, estaríamos todos sentados, numa boa...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

DO MUNDO, DE NOEL E DA VILA

Viví Vila Izabel durante muito tempo desses meus 61 bem vividos. Viví os bolinhos de bacalhau feitos na hora e a brahma estupidamente do Fetício. Viví Kizomba quando a nossa sede era a nossa sêde que o apartheid se destruisse. Viví Noel, Viví Martinho, VIVÍ VILA IZABEL !
Noel de Medeiros Rosa veio ao mundo no dia 11 de dezembro de 1910, no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro de Vila Isabel. Filho de Manuel Garcia de Medeiros Rosa e Martha de Medeiros Rosa, casal da classe média carioca, teve um parto difícil, onde o uso do fórceps pelos médicos provocou-lhe um afundamento da mandíbula e uma pequena paralisia na face, características físicas que o assombrariam vida afora. Cursou o ensino médio no tradicional Colégio São Bento – onde os colegas, maldosamente, o chamavam de Queixinho – e entrou para a Faculdade de Medicina da UFRJ, em 1931, embora não tenha concluído o curso. Casou-se em 1934 com Lindaura, com quem teve um filho que viveu poucos meses. Nos anos seguintes, travou uma batalha contante contra a tuberculose que, por fim, o venceu em 1937, quando tinha apenas 26 anos. Entre uma coisa e outra, e deixando o “de Medeiros” de lado, Noel Rosa também foi um dos maiores e mais importantes compositores da música popular brasileira, sendo autor de clássicos como “Com que roupa?”, “Fita amarela”, “Palpite infeliz”, Três apito” etc. E no ano do centenário de seu nascimento, o escritor Luiz Ricardo Leitão, professor adjunto da UERJ e doutor em Estudos Literários pela Universidade de La Habana, lança “Noel Rosa - Poeta da Vila, cronista do Brasil”, estudo sobre o poeta-cronista que busca inserí-lo “na expressiva galeria dos poetas e prosadores que, por meio de sua obra, têm contribuído de forma decisiva para desvelar o singular processo de formação sócio-espacial do Brasil”, como avisa o texto de apresentação da obra.
Neste Carnaval de 2.010, a Vila canta Noel e isso é o que importa...
Principalmente porque a magia foi reestabelecida e a Vila canta Noel com a poesia de seu sempre menestrel MARTINHO DA VILA, DO BRASIL NEGRO, DO MUNDO !
Se um dia na orgia me chamassem Com saudades perguntassem Por onde anda Noel? Com toda a minha fé responderia Vaga na noite e no dia Vive na terra e no céu Seus sambas muito curti Com a cabeça ao léu Sua presença senti No ar de Vila Isabel Com o sedutor não bebi Nem fui com ele a bordel Mas sei que está presente Com a gente neste laurel Veio ao planeta com os auspícios de um cometa Naquele ano da Revolta da Chibata A sua vida foi de notas musicais Seus lindos sambas animavam carnavais Brincava em blocos com boêmios e mulatas Subia morros sem preconceitos sociais Foi um grande chororô Quando o gênio descansou Todo o samba lamentou Ô ô ô... Que enorme dissabor Foi-se o nosso professor A Lindaura soluçou E a Dama do Cabaré não dançou Fez a passagem pro espaço sideral Mas está vivo neste nosso carnaval Também presentes Cartola Aracy e os Tangarás Lamartine, Ismael, e outros mais E a fantasia que se usa Pra sambar com o menestrel Tem a energia da nossa Vila Isabel Energia da nossa Vila Isabel
VALEU ZUMBÍ, VALEU NOEL, VALEU MARTINHO DA VILA IZABEL !
Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
(Bertold Brecht)

20 anos da Libertação de Mandela

Em 11 de Fevereiro de 1990, Nelson Mandela era libertado da prisão de Robben Island, onde passou 27 anos preso. O ex-presidente sul africano será homenageado no parlamento sul-africano. Há 20 anos, Nelson Mandela deixava o centro correccional Victor Verster, para onde havia sido transferido dezoito meses antes. Quatro anos depois Mandela viria a ser eleito o primeiro presidente negro da África do Sul, cargo em que permaneceria até o final de seu mandato em 1999. Diversas homenagens foram feitas diante da entrada do centro Victor Verster, transformado nesta quinta-feira em um monumento histórico. Na chegada ao parlamento sul-africano Mandela estava acompanhado de sua esposa Graça Machel e foi protegido do público devido ao seu frágil estado físico. Após uma caminhada que refez o caminho de Mandela quando ele deixou a prisão Victor Verster, políticos e veteranos da luta contra o apartheid se reuniram próximo a uma estátua que o representa dando seus primeiros passos de homem livre, com o punho erguido em sinal de vitória.
VIVA MANDELA !
"UM DIA LI QUE FUMAR ERA MAU E DEIXEI DE FUMAR. LI QUE BEBER ERA MAU E DEIXEI DE BEBER. LI QUE COMER GORDURAS ERA MAU E DEIXEI DE COMER. LI QUE SEXO ERA MAU E... DEIXEI DE LER!"

Ruralistas defendem a escravidão no país

Após 120 anos da lei que aboliu a escravidão, o trabalho escravo continua sendo uma realidade em nosso país.
Nas mãos de pessoas ávidas por lucros fáceis e rápidos, a propriedade privada da terra transforma-se num instrumento poderoso para escravizar seres humanos, cerceando a liberdade e usurpando a dignidade de milhares de brasileiros. Como denunciou, em nota, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), são trabalhadores aprisionados por promessas, tratados pior que animais e impedidos de romper a relação com o empregador.
São práticas de trabalho forçado, onde se mantêm o domínio pela força das armas; da servidão, assegurada por dívidas; de jornadas de trabalhos exaustivas, indo além dos limites do corpo humano; e de trabalhos degradantes, onde estão ausentes as condições básicas de saúde e de segurança.
No governo de Fernando Henrique Cardoso cerca de 6 mil e no governo Lula outros 30 mil trabalhadores foram resgatados nessas condições, semelhantes as do trabalho escravo. Enquanto as fazendas de gados representam o maior número de propriedades com trabalho forçado, os canaviais detêm o maior número de trabalhadores escravizados.
E repete-se a prática nas áreas de atuação das madeireiras e das carvoarias. Enganam-se os que pensam que essas práticas estão restritas aos rincões do Brasil ou limitam-se aos latifundiários remanescentes das oligarquias rurais mais violentas e atrasadas.
A imposição da super-exploração aos trabalhadores se espalha por todo o território nacional e abrange os mais diversos ramos da atividade econômica, inclusive no meio urbano. Os dados do Ministério Público do Trabalho, divulgados dia 25 de janeiro, colocam a região sudeste – a mais desenvolvida economicamente – na liderança das regiões em que consta a prática do trabalho escravo. Dos mais de 3,5 mil trabalhadores resgatados, envolvendo 566 propriedades rurais, em todo país, cerca de 1.300 se encontravam na região sudeste.
Nas palavras do juiz do trabalho, Marcus Barberino, o trabalho escravo é uma atividade sistemática, que perpassa toda cadeia produtiva, está na mesa de todos os brasileiros e, ao contrário do que se pensa, não é exceção: é termômetro do mercado de trabalho que continua a explorar o trabalhador de uma forma excessiva.
Para o diretor da Anti-Slavery International, Aidan MacQuaide, a escravidão contemporânea está presente nos setores mais dinâmicos da economia capitalista, seu combate exige fortalecer os sindicatos dos trabalhadores para que os próprios possam reivindicar seus direitos básicos e ter consciência que o combate a essa prática não se restringe ao cenário nacional e sim extrapola para o âmbito internacional.
A diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, vai além. Para ela o trabalho escravo tem crescido no contexto da globalização, uma vez que é um fenômeno mundial, presente na cadeia produtiva de grandes e modernas empresas transnacionais. Estima a OIT que, em todo mundo, pelo menos 12 milhões de pessoas estão submetidas ao trabalho escravo, gerando um lucro, em 2009, que passa dos 30 bilhões de dólares. Os horrores dos porões dos navios negreiros deixaram de cruzar os mares. No entanto, o sistema capitalista mostra que é incapaz de deixar de promover atrocidades humanas quando lucros vultuosos estão ao seu alcance. O Brasil, no cenário internacional tem se destacado no combate a essa prática criminosa de tratar os trabalhadores. A atuação das organizações da classe trabalhadora, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), de organizações não-governamentais e de alguns setores progressistas do Poder Judiciário, Legislativo e dos dois últimos governos promoveram significativos avanços no combate ao trabalho forçado. Mas ainda há muito o que se fazer.
Os lucros obtidos, o envolvimento de setores dinâmicos da economia e a atuação de setores reacionários incrustados no Estado, azeitando as engrenagens de proteção e impunidade, mostram o poderio e os interesses que movem essa atividade criminosa.
Certamente não será encontrado um único parlamentar, nem mesmo a senadora Kátia Abreu (DEM/TO), que defenda abertamente o trabalho escravo – o crime é previsto no Código Penal, artigo 149. No entanto, o que justifica que até hoje não foi aprovada no Congresso Nacional a proposta de emenda constitucional 438/2001, a PEC do Trabalho Escravo?
Essa emenda constitucional determina a expropriação, sem nenhuma indenização, das propriedades onde houver a prática de trabalho escravo e as terras serão destinadas à reforma agrária. A proposta já passou pelo Senado Federal em 2003, foi aprovado em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Mas, é preciso ser feita uma nova votação, em segundo turno, na Câmara.
Contudo, desde agosto de 2004 a proposta não é votada por resistência da banca ruralista .A sociedade civil está mobilizada, recolhendo assinaturas para romper com a resistência dos setores reacionários do Congresso Nacional e exigir a aprovação da PEC 438/2001.

Luz do MUNDO

Eu te encontro em meu caminho Numa noite de luar Acendendo o sol da noite Eu querendo te amar. Pela luz da madrugada Sinto falta de você A saudade é dor que marca Eu preciso de você. Ah! Ah! Amor Meu amor tá te querendo A tua vida eu quero ter pra iluminar Luz do mundo eu te quero. Ah! Ah! Amor Meu amor tá te querendo A tua vida eu quero ter pra iluminar Luz do mundo eu te quero mais.
Ronery
DO MATOS DO MUNDO PARA SUA LUZ

Marketing FUNERÁRIA SÃO JOSÉ

"SE SUA SOGRA É UMA JÓIA..... NÓS TEMOS A CAIXINHA!"