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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O CAMINHO PARA ENCONTRAR A PAZ INTERIOR
É TERMINAR TODAS AS COISAS QUE VOCE COMEÇOU.
Todo dia, durante anos, quando Samir chegava em casa, sua doméstica Jacira servia o jantar e ia tomar banho. Até que um dia, Samir estava jantando e ficou ouvindo o barulho da água, enquanto Jacira tomava banho. Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho... Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho.... Mastigava a comida e pensava na Jacira tomando banho... Até que Samir levantou da mesa e foi até o banheiro. Bateu na porta: -Jacira, você está tomando banho? - Estou sim, seu Samir. - Jacira, abre a porta pra Samir. - Mas seu Samir, estou nua! - Jacira, abre a porta pra Samir. Jacira não resiste e acaba abrindo a porta. Samir entra no banheiro, vê a Jacira nua e pergunta: -Jacira, quer foder com Samir? - Mas seu Samir... Eu não sei... - Jacira, quer foder com Samir? - Sim, quero sim, seu Samir, pode vir que sou toda sua... Então Samir fecha o registro do chuveiro e diz: -Não vai foder Samir não! Chega de gastar água! ! !
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Uma velha senhora foi para um safári na África e levou seu velho vira-lata com ela..
Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço .
O cachorro velho pensa: - Oh, oh! Estou mesmo enrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador .
Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: - Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores. - Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!
Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum....
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa: -Aí tem coisa! O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.
O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: - Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado! Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa: - E agora, o que é que eu posso fazer ?
Mas, em vez de correr ( sabe que suas pernas doídas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:
- Cadê o filha da puta daquele macaco? Tô morrendo de fome! disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca!
Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. Sabedoria só vem com idade e experiência.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sim, sou negra!

“Por favor, você poderia encher a garrafa de café?”. Foi exatamente isso que ouvi em um evento que fui cobrir destinado a engenheiros e advogados. Apenas respondi à elegante senhora: “Desculpe, mas eu também gostaria de tomar um café. Sabe onde podemos encher?”. Fui cobrir a atividade para fazer uma matéria sobre o pré-sal e a cor do petróleo se fez presente.
Sim, sou negra! Há algumas semanas outro fato interessante aconteceu. Eu estava entrando na minha casa quando a vizinha me abordou e perguntou se eu era a tratadora dos gatos que criamos em casa... Eu disse que não e que morava ali e ela insistiu: “Você mora onde? Aqui no bairro?”. Eu disse não, moro neste apartamento. E ela, um pouco sem graça, continuou a conversa sem eira nem beira e, ao final, ainda me cumprimentou com um beijo no rosto, gesto que não foi feito no início da conversa. Ou seja, tentou contornar a situação com um beijo de Judas. Agora, nesta segunda-feira passada, estava chegando do aeroporto, vindo de Manaus, com muita bagagem e o porteiro prestativo interfonou no meu apartamento e disse: “Olha só, sua secretária está subindo com um monte de malas, alguém pode ajudá-la?”. Meu amigo questionou se era nossa secretária doméstica e o porteiro disse: “Não, é a Camila”. Então, novamente, eis a confusão. Não me importa ser confundida com secretárias, domésticas ou qualquer outra profissão, o que realmente me importa é a violência do preconceito racial. E a dimensão desta dor poucos conhecem. Ou talvez muitos, já que a maioria de nós faz parte da imensa parcela de excluídos. E, mesmo diante de situações cotidianas como as descritas acima, nós, excluídas e excluídos, ainda somos acusados de vitimização. Inadmissível, pois só corrobora para a hipocrisia e praticamente ignora o preconceito. Não adianta me dizer que no Brasil não existe preconceito. Existe sim e convivemos com essa dor cotidianamente. Outros ainda me dizem: “Você não é negra. É morena de cabelo cacheado”. Então, me respondam se eu não sou negra, porque sofro preconceito racial incessantemente? Sim! Sou negra!
Camila Marins
Jornalista

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Menina e o Espelho

Certa vez conheci uma menina. Vivia o processo de renascer, sem saber ao certo qual o melhor caminho a seguir. Infelizmente, a viver não tem manual de instruções. Um espinho enterrado no peito, um sorriso constante no rosto. Combinação bela e triste, da flor brotando regada com as lágrimas da maturidade. Dor, medo, joelhos ralados pela decepção. A menina olha pela janela, e a paisagem não é das melhores. Crescer já é difícil, e o cenário que se desenha é crescer sozinha. Ficará em casa, cuidará das próprias feridas. As vozes ao seu redor povoam seu coração com maus conselhos – igualar-se à mesquinharia das vidas vazias. Mas ela não é assim. Ela é mais. Única, constrói o mundo com a beleza dos seus sonhos. Encontra-se, reconhece-se Ao olhar o espelho de frente. Tira a maquiagem, Despe-se da infância, Contempla pela primeira vez A extraordinária experiência de ser mulher. Enxuga as lágrimas, respira fundo, e vai em frente. Felizmente, viver não tem manual de instruções. Tem espaço de sobra para descobertas.
Um casal de velhos judeus, Salomão e Sarah está na cama quando o velho começar a rememorar:
- Sarah? me diz uma coisa: Quando nos vivíamos na Polônia e os camponeses da vila vizinha invadiram e queimaram nossa casa, você estava comigo?
- Mas claro Salomão. Eu estava com você...
- Sarah? em 42 em Paris durante a guerra quando os nazistas nos capturaram, você estava comigo?
- Mas claro Salomão. Eu estava com você...
- Sarah? Em Auschwitz, no campo de concentracão, você estava comigo?
- Mas claro Salomão. Eu estava com você...
- Sarah? Quando nós escapamos do campo, você estava comigo?
- Mas claro Salomão. Eu estava com você...
- Então me diga Sarah: quando os alemães nos pegaram depois de 3 dias que nós andávamos na neve, você estava comigo?
- Mas claro Salomão. Eu estava com você..
- Sarah, me diz uma coisa: Você não acha que você é meio pé-frio?

QUERIA...

Queria escrever com as pontas de minhas mãos somente as levezas dessa vida. Já chega de tanto sacrifício e sofrimento.
Queria perpetuar um sonho que tive, onde vi mil mistérios, fantasias e a plena existência minha.
Queria não ser avessa a morte, mais somente amá-la profundamente e encontrar nos seus mistérios parte de MIM que está vagante e sem vestígios e em que todos menos DEUS sorrir de minha insistência na minha querência. Para presentear com a sabedoria dos ancestrais que olharam a vida bem diferente de nós
Queria encher meu cálice sempre do melhor liquido e bebê-lo, pouco a pouco, pois assim aprendemos a viver e revelar o que em nós foi mistérios durante nossos percursos e somente cerzir o que há de nós ao tempo mar, tempo mistérios, tempo passagem, e deixar que a vida ante a morte nos seja resignação.
Queria por decisão tornar tudo que foi ausente presença e o que passou deixar somente o bem germinar e brotar em outros corações. É assim que penso a possibilidade de transplantar semente de vida, pois se a salva; alma e a existência são lugares reservados dos segredos de deus.
Dário Azevedo.