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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SE VOCÊ AINDA NÃO ENCONTROU A PESSOA CERTA,
VAI COMENDO A ERRADA MESMO...
Sonhar meditações. Meditar, sonhando em teu sorriso, no ventre-livre do éter, dos anseios. Estar na gestação. Ficar, rondando teu umbigo, na posse crime do fim, dos meios. Crescer em proporções. Nascer, rasgando teus tecidos, na apoteose sublime de te fazer mãe.
SE NÃO HOUVE AMOR, VALEU PELO GOSTAR. E NÃO HOUVE GOSTAR, VALEU PELO QUERER. SE NÃO HOUVE QUERER, VALEU PELA ALEGRIA DE ESTAR COM VOCÊ. SE NÃO HOUVE ALEGRIA, VALEU PELA AMIZADE. SE NÃO HOUVE AMIZADE, VALEU PELA INTENÇÃO. SE NÃO HOUVE INTENÇÃO: FODA-SE,
VAI SER EXIGENTE ASSIM, NA PUTA QUE PARIU!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Maio de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a cidade parece deserta... Os habitantes, endividados e vivendo as custas de crédito. Por sorte chega um viajante rico e entra num pequeno hotel. O mesmo saca duas notas de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto. Enquanto o viajante vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro. Este, pega as duas notas e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo. O criador, por sua vez, pega também as duas notas e corre ao veterinário para liquidar sua dívida. O veterinário, com a duas notas em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito). A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, as vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações, e paga a conta. Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede as duas notas de volta, agradece e diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade. Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e com o crédito restaurado, e começa a ver o futuro com confiança! MORAL DA HISTÓRIA: Quando o dinheiro circula, não há crise !!!

Manual do homem sensível

Desde que esta coluna teve início, há quase um ano, tenho ouvido acusações recorrentes e bem humoradas de ser um “homem sensível”. Como eu não sei o que isso significa, saí perguntando aos amigos – homens e mulheres – e escolhi algumas respostas que achei interessantes. Vejam vocês: . Homem sensível é um cara que se importa com os sentimentos dos outros (resposta de homem). . Alguém sensível (homem ou mulher) é capaz de ter boa percepção sobre o outro. Também é capaz de se colocar no lugar, sentir o que o outro está sentindo (resposta de mulher). . Homem sensível é um homem que percebe os efeitos e as consequências de seus afetos, entendidos como a capacidade de afetar e ser afetado (resposta de homem). . Homem sensível é o cara que “percebe” as coisas, presta atenção ao que está sendo dito ou o que está acontecendo, aquele que é capaz de se deixar emocionar com as coisas bonitas (e feias) do mundo, que se deixa afetar sem medo – e segura a bronca, né? ninguém quer um bebê chorão do lado. Não confundir com falta de masculinidade... Gostar de filmes de ação, carros, futebol e até putaria não é sinal de insensibilidade (resposta de mulher). . Homem sensível é o que consegue entender que às vezes a mulher precisa de espaço e que, mesmo com todos os avanços, ainda reagimos diferente dos homens em várias situações. O problema é que alguns homens se auto denominam sensíveis como desculpa para serem covardes e não terem iniciativa (resposta de mulher, claro).
O que se pode concluir disso? Primeiro, que homem sensível é um elogio. Mulheres e homens veem a sensibilidade masculina como coisa positiva, como sinônimo de olhar e entender melhor o outro, como capacidade de se emocionar com o mundo e com as pessoas. A segunda conclusão é que o termo ainda sofre de indefinição. O sentimento está claro, mas os exemplos são poucos e não tipificam o comportamento do homem sensível. Assim, seguindo uma máxima do jornalismo moderno, que diz que a gente tem de prestar serviço aos leitores, e vou tentar rascunhar, com base nas minhas ideias e nas ideias do próximo, a primeira versão do Manual do Homem Sensível. Quem não gostar, vá ao blog do Bortolotto e tome um antídoto. As dez regras do homem sensível 1. Gostar de mulher. Não só do corpo ou da cara bonita da mulher. Gostar de mulher é ter interesse pelo jeito delas, pela conversa delas, pela vida delas que é tão diferente da nossa. O sujeito que vive cercado de homens perde metade do potencial da humanidade. Outro dia alguém me disse a frase síntese do homem insensível: “Se não tivesse b....., eu nem dava bom dia”. Homens sensíveis dão bom dia, felizes, porque gostam da presença feminina. 2. Olhar e escutar. Homens sensíveis não são obcecados por eles mesmos. Eles prestam atenção ao redor, inclusive nas mulheres. As pessoas têm coisas a dizer, não nasceram para nos servir com seus ouvidos. Suas opiniões e ideias frequentemente são interessantes. Seus sentimentos devem ser considerados. Observar o outro, ouvir o outro, tentar entender e respeitar pelo menos aqueles de quem a gente gosta (sobretudo os tímidos, que têm menos facilidade de se colocar): isso é sinal de inteligência, assim como de sensibilidade. 3. Sentir. A tradição diz que homem não chora. Isso equivale a dizer que homens não sentem ou não mostram seus sentimentos. Bobagem, né? Homens são capazes de sentimentos ternos, de piedade e de comoção. Na intimidade da relação, porém, é comum que ocorram conversas difíceis, durante as quais a mulher chora e se derrama e o sujeito fica ali, com cara de tonto, sem saber o que sentir... Isso é um aleijão masculino que precisa ser superado. Onde estão escondidos os nossos sentimentos? Um homem sensível (um ser humano completo, na verdade) não vive com apenas metade dos seus sentimentos. Vive com todos eles. 4. Dividir e ajudar. Há uma parte do mundo doméstico na qual os homens não entravam. Ele se estendia da cozinha à sala de parto. Isso vem mudando, mas nunca é demais repetir: homens sensíveis (nesse caso equivale a moderno, contemporâneo) não dividem o mundo entre tarefas masculinas e tarefas femininas, sobretudo no que diz respeito aos filhos. Entrar no mundo das tarefas das mulheres é trabalhoso, mas garante que a mulher desfrute melhor da vida e permite ao pai uma relação mais densa com seus filhos. Os casamentos legais que eu conheço se baseiam numa preocupação intensa do homem com a casa e com a prole – isto é, com a qualidade de vida e com a sanidade da mulher dele. 5. Dedicar-se. Esta talvez seja a parte mais difícil. As mulheres se dedicam aos seus amores com facilidade, os homens hesitam. Mas aqueles que traduzem seu afeto na forma de uma atenção prática e apaixonada pelo outro, têm mulheres muito mais felizes. Um homem sensível começa a se preocupar com o presente da mulher dele muito antes da semana do aniversário, por exemplo. Ele planeja uma viagem com meses de antecedência, para surpreendê-la. Ele antecipa as preocupações da casa e evita os problemas, porque pensa sobre as necessidades do outro. Quem faz assim diz que dá trabalho, mas compensa. Bom, esse é o começo. Quem tiver mais ideias e contribuições – críticas também, claro – que se manifeste. O Manual do Homem Sensível está aberto a colaborações.
IVAN MARTINS Editor-executivo de ÉPOCA
Um mineirinho bom de cama, passando por New York, pega uma americana e parte para os finalmentes. Durante a relação, a americana fica louca e começa a gritar: - Once more, once more, once more..... E o mineirinho responde desesperado: - Beozonte, Beozonte, Beozonte......

98 DIDIs

24 DE JANEIRO DE 2010.
Hoje, DIDI - A MATRIARCA DOS MATOS, completa 98 anos de idade.
Dia de Nossa Senhora da PAZ marca muito bem a fundação dessa guerreira que nasceu 100 anos a frente de sua época.
Filha de Oxalá distribuiu muito bem sua espiritualidade por centenas de filhos e filhas, que aprendí a dividir seu colo.
Mãe dos Matos, cultivou aquela ternura de CHE sem deixar de guerrear com a vida jamais.
SARAVÁ DIDI !

sábado, 23 de janeiro de 2010

ECOS DA ALMA.

Com o objetivo de fomentar, divulgar e prestigiar a criação literária em todo o território nacional, a Andross Editora (www.andross.com.br) lançará em fevereiro de 2010 na biblioteca Alceu Amoroso Lima, em Pinheiros, São Paulo, a antologia de poemas ECOS DA ALMA. Para esta publicação o negro poeta paraense ALCIR MATOS (o MATOS do MUNDO), teve selecionado seu poema EPÍSTOLA UNIVERSAL DO NEGRO CRISTO. Após o lançamento da antologia, o preço de capa de cada exemplar será R$ 19,00 (dezenove reais).

HINO AO AMOR

Se o azul do céu escurecer Se a alegria na terra, fenecer Não importa, querido Viverei do nosso amor Se tu és o sol dos dias meus Se os meus beijos sempre forem teus Não importa, querido O amargor das dores desta vida
Um punhado de estrelas No infinito irei buscar E a teus pés esparramar
Não importa os amigos Risos, crenças e castigos Quero apenas te adorar
Se o destino, então, nos separar Se distante a morte te encontrar Não importa, querido Porque eu morrerei também
Quando, enfim, a vida terminar E de um sonho nada mais restar Num milagre supremo Deus fará no céu te encontrar.
(Versão - Odair Marzano) (Edith Piaf – Marguerite Monnot)

Os livros que não lemos

Lembro-me (mas, como veremos, isso não significa que eu me lembre direito) de um belíssimo artigo de Giorgio Manganelli, no qual ele explicava como um leitor requintado pode saber que um livro não é para ser lido mesmo antes de abri-lo. Ele não estava se referindo àquela virtude que muitas vezes se exige do leitor profissional (ou ao amador de bom gosto), a de conseguir resolver por algumas palavras iniciais, por duas páginas abertas ao acaso, pelo sumário, não raro pela bibliografia, se um livro vale a pena ou não ser lido. Isso, diria eu, são ossos do ofício. Não, Manganelli se referia a uma espécie de iluminação, da qual, evidente e paradoxalmente, se arrogava o dom. Como falar dos livros que não lemos?, de Pierre Bayard, psicanalista e docente universitário de literatura, não trata de como saber se devemos ler um livro ou não, mas de como se pode falar tranqüilamente de um livro que não se leu, mesmo de professor para estudante, e mesmo em se tratando de um livro de importância extraordinária. Seu cálculo é científico: os acervos das boas bibliotecas contêm alguns milhões de volumes, e mesmo que leiamos um volume por dia, leríamos apenas 365 livros por ano, 3.600 em dez anos, e entre dez e 80 anos teríamos lido apenas 25.200 livros. Uma inépcia. Aliás, quem quer que tenha tido uma boa educação secundária sabe perfeitamente que pode acompanhar um raciocínio sobre, digamos, Bandello, Boiardo, inúmeras tragédias de Alfieri e até sobre As confissões de um italiano [de Ippolito Nievo] tendo aprendido sobre eles apenas o título e a classificação crítica na escola. O ponto crucial, para Bayard, é a classificação crítica. Ele afirma, sem o menor pudor, que nunca leu o Ulisses de Joyce, mas que pode falar sobre ele aludindo ao fato de que se trata de uma retomada da Odisséia (que ele, aliás, admite não ter lido por inteiro), que se baseia no monólogo interior, que se passa em Dublin em um único dia etc. Assim escreve: “Portanto, em meus cursos acontece com certa freqüência que, sem pestanejar, eu mencione Joyce”. Conhecer a relação de um livro com outros livros não raro significa saber mais sobre ele do que o tendo lido.
Umberto Eco