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sábado, 23 de janeiro de 2010

Um mineirim tava no Ridijaneiro, bismado cas praia, pé discarço, sem camisa, caquele carção samba canção, sem cueca pur dibacho. Os cariocas zombano, contano piada de mineiro. Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se güentô: correu a toda velocidade e deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré e tudo mais.
Quando saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Tudu mundo na praia tava oiano pro tamanho do 'amigão' que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juêio....A turma nunca tinha visto coisa igual. As muié cum sorrisão, os homi roxo dinveja, só tinham olhos pro bicho.
O mineirim intão percebeu a situação, ficou todo envergonhado e gritou:
-Qui qui foi, uai? Seus bobãum... vão dizê qui quando oceis pula na agua fria, o pintim doceis num incói tamém...?

Pergunta: Qual é a mais correta definição de Globalização?

Resposta: A Morte da Princesa Diana... Pergunta: Por quê?
Resposta: Uma princesa inglesa
com um namorado egípcio,
tem um acidente de carro dentro de um túnel francês,
num carro alemão
com motor holandês,
conduzido por um belga,
bêbado de whisky escocês,
que era seguido por paparazzis italianos,
em motos japonesas.
A princesa foi tratada por um médico canadense,
que usou medicamentos americanos.
E isto é repassado a você por um brasileiro,
usando tecnologia americana (Bill Gates),
e,provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia

ENTERRO DO SARNEY

SARNEY morreu. Fizeram,então uma reunião em Brasília para decidir onde ele seria enterrado. Um senador sugeriu: Vamos enterrá-lo no Amapá. Então um bêbado, que não se sabe como entrou na reunião, disse com aquela entonação típica dos bebuns: - No Amapa pode... Só não pode em Jerusalém. Ninguém deu bola para o que ele disse. Um PSDBesta falou: O irmão deve ser enterrado no Maranhão. Foi lá, junto com a gente, que ele viveu e fez sua carreira militar e política. O bêbado mais uma vez interveio: No Maranhão pode... Só não pode em Jerusalém!!!
Novamente, ninguém lhe deu ouvidos. Nem no Amapá, nem no Maranhão , interveio um Pemedebosta: Deve ser enterrado em Brasília, pois era Presidente da República e todos os presidentes devem ser enterrados na Capital Federal. E o bêbado novamente: Em Brasília pode... Só não pode em Jerusalém!!!
Aí, perderam a paciência e resolveram interpelar o bebum: - Por que esse medo de que o SARNEY seja enterrado em Jerusalém?
E o bêbado respondeu: - Porque uma vez enterraram um cara lá, e ele RESSUSCITOU !!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quem de nós Dois

Eu e você Não é assim tão complicado Não é difícil perceber Quem de nós dois Vai dizer que é impossível O amor acontecer Se eu disser que já nem sinto nada Que a estrada sem você é mais segura Eu sei você vai rir da minha cara Eu já conheço o teu sorriso, leio teu olhar Teu sorriso é só disfarce E eu já nem preciso Sinto dizer Que amo mesmo, tá ruim pra disfarçar Entre nós dois Não cabe mais nenhum segredo Além do que já combinamos No vão das coisas que a gente disse Não cabe mais sermos somente amigos E quando eu falo que eu já nem quero A frase fica pelo avesso Meio na contra-mão E quando finjo que esqueço Eu não esqueci nada E cada vez que eu fujo, eu me aproximo mais E te perder de vista assim é ruim demais E é por isso que atravesso o teu futuro E faço das lembranças um lugar seguro Não é que eu queira reviver nenhum passado Nem revirar um sentimento revirado Mas toda vez que eu procuro uma saída Acabo entrando sem querer na tua vida Eu procurei qualquer desculpa pra não te encarar Pra não dizer de novo e sempre a mesma coisa Falar só por falar Que eu já não tô nem aí pra essa conversa Que a história de nós dois não me interessa Se eu tento esconder meias verdades Você conhece o meu sorriso Leu no meu olhar Meu sorriso é só disfarce Por que eu já nem preciso
(La mia storia tra le dita - Gianluca Grignani) (versão Dudu Falcão / Ana Carolina)

SUTILEZA MINEIRA

O cumpadi, há muito tempo de olho na cumadi, aproveitô a ausência do cumpadi e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa.... Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós....falaram sobre o tempo.... - Será qui chove? - Pois é..... Ficô um grande silêncio..... Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo: - Cumadi....qui qui ocê acha: trepemo ou tomemo um café? - Ah, cumpadi...cê mi pegô sem pó......

40 ANOS DE VIDA MARINHEIRA

No dia 19 de dezembro passado a turma de oficiais da marinha mercante, formada em 1969 pela antiga EMMPA – Escola de Marinha Mercante do Pará, completou 40 ANOS de formatura.
Éramos só apenas 40 rapazes latino-americanos “sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindos do interior”, que mesmo vivendo um dos piores períodos da ditadura militar conseguiram sobreviver e construir seus sonhos numa escola militar.
Éramos os jovens destemidos de uma geração que mudou o mundo, com a poesia dos Beatles e da bossa nova, das coxas descobertas pela mini saia, do grito libertário de Hendrix, Luther king e Cassius Clay.
Forjados na mais antiga escola marinheira do país, nos sentíamos suficientemente fortes e preparados para “ganhar os mundos”.e percorrer seus mais diversos rumos, que obedecem à mágica conexão das águas dos mares do mundo que são várias, a percorrer variados caminhos , descaminhos e tantos milhares e milhões de acidentes geográficos , mas que em verdade é o mesmo denso, imutável e vital líquido amniótico do grande útero da mãe Terra.
Hoje; alguns de nós já se foram percorrer outros mares, outros são velhos marinheiros a repassar experiências e gotas de maturidade aos que chegam e todos, sem nenhuma sobra de duvida, fizeram sua própria estória a partir do “ser vaporzeiro”, como todos se reconhecem independente de onde estejamos agora, 40 anos depois.
Tanto assim, que reproduzo a mensagem do “feio” Mamoré, que traduz perfeitamente este sentimento que é só nosso ===================================================
Meus amigos. Apesar dos poucos que compareceram na singela homenagem aos 40 anos da turma de 1969 da EMMPA, foi muito gratificante ter ao nosso redor nossos familiares e amigos no evento. Participação do seguintes "FEIOS": Robeval Lira da Conceição, José Vivekananda Amorim do Nascimento, Antonio Castro Mamoré, Hamilton Borba Martins, José Sérgio Nunes de Oliveira (faraó), Alci Francisco Negrão Leite, Luiz Percy Silva Teixeira. O evento foi na residência de Mosqueiro do Robeval (sem o r). Eu coloquei a palavra GRATIFICANTE ali em cima, mas o mais importante nessa vida toda, foi a nossa doação a valorosa Marinha Mercante, com nossos conhecimentos em 40 anos de vida mercante e as condições de vida e que ela nos deu. Por isso, eu posso dizer e bater forte no meu peito, que me orgulho de pertencer a esta classe trabalhadora, pois somados a experiência desses 8 exemplos de vida, muito deixamos às várias gerações após a nossa e que valeu a pena. Robeval, Vivekananda, Borba, Sérgio, Alci, Percy, de coração o meu OBRIGADO fraterno. FELIZ NATAL E QUE 2010 SEJA COROADO DE ÊXITOS a todos. Abraços. Antonio Castro Mamoré ================================================== O Waltinho mandou: Nos quarentinha da turma de 71, vai haver um baile conjunto com as meninas do IEP (as atuais, naturalmente). Um abraço na turma de 69! Walter ========================================================== Por fim, a minha homenagem a todos nós, nesse nosso 40º aniversário, se faz em forma de poema:
No azul salgado venta brandamente E o azul de veja, o seu olhar. Lá vem a quilha vencendo o mar O azul marinho riscando vem. Homens de ferro trazem sorrisos frágeis As tatuagens, coragem e as lembranças: Marias, Claras, Clarices, Creuzas e Dolores. Amores e delícias e gêmeas dores. Rangem os motores, esfumaça preto Óleo queimando em dor. As negras unhas, corpos suados, trabalho e calor. Chora escondido a lágrima não chorada, Soma o sal da alma a água salgada . Bate ferrugem, mata a praga que brota no convés. Traça teu rumo, marca os faróis, foge do furacão. Depois de tantas aventuras cansaço, velhice e amargura, A solidão de uma praça e nada mais. O mar por muito que feroz sempre será melhor que nós, Pois construiu o homem que tu destróis .
Tenório VIVE ! Amor Divino VIVE ! Maxwell VIVE ! Macário VIVE !
Na noite do dia 31 de dezembro, Boris Casoy fechou em grande estilo o jornalismo da mídia gorda em 2009. Para os padrões éticos da imprensa nacional, não poderia ter sido um fechamento melhor. No intervalo do Jornal da Band, o apresentador deixou escapar uma daquelas verdades guardadas no closet e disfarçadas sob o moralismo dirigido comum aos representantes da meia dúzia de redações do eixo Rio-São Paulo que comandam o jornalismo do país. Sob risos, Boris disparou: “Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”. Ainda que o comentário, por si só, deixe transparecer o que pensa um dos mais respeitados âncoras do jornalismo brasileiro sobre os garis, a infeliz frase de Casoy apenas expressa a ponta de um complexo emaranhado ideológico que sustenta as distinções/hierarquia s sociais em nosso meio e que tem na mídia um dos seus principais instrumentos. Mais do que ofender aos garis e aos telespectadores/ as do Jornal da Band – e foi uma ofensa seriíssima -, a frase é expressão do jornalismo hegemônico que consumimos, que por sua vez deve ser contextualizado no campo das nossas relações sociais. A intelligentsia brasileira já tentou explicar essa arrogância social, esse desqualificar de certos grupos, a partir de uma antropologia do jeitinho brasileiro – destaque para o famoso: ‘você sabe com quem está falando?. Tal antropologia, que tem Roberto Da Matta como seu maior expoente, identificou o desprezo às normas e as estratégias interpessoais de legitimação de poder e distinções sociais como regras da vida cotidiana. Marilena Chauí e Paulo Sérgio Pinheiro identificam na herança do Brasil autoritário (a primeira no mito fundacional do país, o segundo nos períodos de estado de exceção) certo autoritarismo socialmente implantado que faz com que as dominações de gênero, raça e classe social sejam sistematicamente reproduzidas em nossa sociedade e encontrem eco mesmo entre as ‘vítimas’ preferenciais da nossa tradição violenta. Se o jornalismo, como prática social, é reflexo da sociedade, então é razoável crer que o fazer jornalístico também carrega em si as mazelas e vícios sociais do seu tempo. É razoável, mas poucos têm reconhecido esse pertencimento/ afinidade jornalística com os padrões perversos de reprodução das desigualdades e hierarquias. Nas redações a autocrítica nestes termos é quase impensável. Desde a faculdade, jornalistas são semi-deuses/ semi-deusas com o dedo em riste, prontos para – a serviço dos patrões – destruir biografias, criminalizar movimentos sociais, negar a existência do racismo, investir no caos..... É a arrogância jornalística que entra em discussão aqui, não apenas no sentido da arrogância editorial de um veículo se portando como detentor da ‘verdade’, mas também na postura dos/das figurões da mídia gorda – âncoras, comentaristas, apresentadores – que emprestam a cara aos editoriais dos veículos que representam. Seria ingenuidade não considerar um aspecto central neste contexto: o controle dos patrões sobre a atividade jornalística. No entanto, os figurões em questão só o são porque representam bem o discurso dos proprietários dos meios onde trabalham. Todos os dias eles/elas estão aí com o seu moralismo dirigido e sua arrogância – no horroroso jornalismo policial de fim-de-tarde da Band, na estética dissimulada/ sofisticada dos editoriais dos telejornais da televisão brasileira - sem falar nos comentários arrepiantes de um tal Arnaldo Jabor no Jornal Nacional.... E por aí não pára.... vide os textos indigestos dos colunistas de jornalões como Folha, O Globo e Estado, replicados na imprensa regional Brasil afora. Boris Casoy não está só no que pensa sobre os pobres. O seu insidioso comentário tem muito a nos dizer também sobre o que pensam os nomes da mídia grande sobre sua função social. O desprezo pelos pobres e a intimidade com os centros de prestígio e poder não encontra eco apenas no plano político partidário onde uma certa afinidade com o discurso dominante orienta a prática ‘jornalística’ contra os partidos de orientação mais à esquerda. Também no plano social, o preconceito de raça e de classe recebe roupagem moralista e aparece explícito na criminalização dos movimentos sociais, dos moradores das áreas urbanas pobres, das pessoas em situação de rua..... Quem não se lembra das capas históricas da revista Veja sobre o MST (matéria de capa 'A tática da baderna' de 10/05/2000, por exemplo)?. “Que m..., dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”. Ta aí.... Boris Casoy bebe da mesma fonte que sustenta o nosso fascismo social – como empregado por Boaventura de Souza Santos - e que é amplamente difundido na humilhação diária a que são submetidos jovens negros no jornalismo policial e seus repórteres com suas justificativas cínicas às mortes de supostos ‘bandidos’ nos ‘confrontos’ em ações da polícia, na adjetivação preconceituosa dos protestos urbanos por moradia ou na criminalização das mobilizações pela reforma agrária, na difamação da luta dos afrobrasileiros por ações afirmativas. Assim como o presidente-metalú rgico agride a sensibilidade depurada dos nossos ‘gatekeepers’ dos jardins, ao escandalizar Casoy, o gari - “o mais baixo na escala do trabalho”- de certa forma expõe de onde falam os formadores de opinião da mídia gorda. A crítica dissimulada que fazem do poder a partir de uma retórica humanista cínica e vazia, não esconde o lugar social e os valores que representam. Aperte o cinto: concentrado em meia dúzia de redações no eixo Rio-São Paulo, o jornalismo hegemônico segue firme na sua promessa cretina para 2010. A contar pela maneira como Casoy iniciou o seu ano de trabalho, não há tréguas: as redações continuarão sendo lugar privilegiado para a legitimação de padrões de dominação. A não ser que a sociedade reaja – junto com as/os jornalistas conscientes da sua responsabilidade social - em um movimento amplo pela democratização dos meios de comunicação e pelo controle social da atividade jornalística por meio de um Conselho Federal de Jornalistas – garis, domésticas, nordestino/as, negro/as continuarão sendo objetos da violência simbólica e moral de quem deveria zelar pela dignidade humana. Isso é uma vergonha!
Jaime Amparo-Alves
jornalista e doutorando em Antropologia Social/Universidade do Texas, em Austin. Fonte: Jornal Brasil de Fato
Deus me deu Você para que eu me enxergasse, para manter-me forte e ajudar-me a tocar em frente. Deus me deu Você para partilhar meu coração e minha alma, para trazer-me coragem e esperança, para ensinar-me o significado do Amor Incondicional. Deus me deu Você para aceitar-me como sou, para entender minhas dificuldades, para que eu tivesse um Amigo de verdade. Deus me deu Você para trazer-me lições, ajudar-me a crescer e fortalecer meu espírito. Deus me deu Você para dar-me esperanças, clarear meus pensamentos e encorajar os meus sonhos. Deus me deu Você para inspirar-me a ser o melhor que eu possa, para mostrar-me a importância da verdade e da alegria de oferecer meu coração ao conforto de um outro coração. Deus me deu Você para ensinar-me a deixar as tristezas de lado, para eu declarar-me vulnerável quando assim estou e para mostrar meu verdadeiro eu e minhas ocultas esperanças. Deus me deu Você para amar, para honrar, para assumir e entregar minha confiança da forma que eu sempre quis. Ele me deu Você porque tinha um plano: Fazer-me feliz!

Porque continuo sendo Lula

FHC, o farol, o sociólogo, entende tanto de Sociologia quanto o governador de São Paulo, José Serra, entende de economia. Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores; e que também não entende de economia; pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos. Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos [14 universidades públicas e entendeu mais de 40 campi], e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade [meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares]. Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares [valores de janeiro de 2010], e não quebrou a previdência como queria FHC. Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo. Embora o PIG-Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não. Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à liderança mundial de combustíveis renováveis [maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta]. Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 [criou o G-20]. Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu; mandou às favas a ALCA, olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. Bobo que é, cedeu a tudo e a todos. Lula, que não entende de mulher nem de negro, colocou o primeiro negro no Supremo (desmoralizado por brancos) uma mulher no cargo de primeira ministra, e que pode inclusive, fazê-la sua sucessora. Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis. Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes, criou o PAC; antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir; e hoje o PAC é um amortecedor da crise. Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre [como também na linha branca de eletrodomésticos]. Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais; é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual [o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...]. Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha empatia e relação direta com George Bush - notada até pela imprensa americana - e agora tem a mesma empatia com Barack Obama. Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador;.. é amigo do tal John Sweeny [presidente da AFL-CIO - American Federation Labor-Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...]e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos "States". Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa; é ator da [maior] mudança geopolítica das Américas [na história]. Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal. Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas; faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil. Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel. Lula, que não entende nada de nada;.. é bem melhor que todos os outros...!
Pedro Lima Economista e professor de economia da UFRJ